Senado rejeita restrições à posse de armas nos EUA: torcida não é análise, nem jornalismo.

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O senado americano rejeitou nesta última segunda-feira, dia 20, quatro propostas que criavam novas restrições à compra de armas nos EUA. Ao contrário do que tentou insinuar a revista Veja, os projetos não eram apenas e tão somente do Partido Democrata, o mesmo partido de Obama. Dois deles eram de senadores republicanos e acabaram igualmente rejeitados com votos contrários de ambos os partidos. Mesmo a proposta que impedia que suspeitos de integrarem ou interagirem com organismos terroristas, entre eles o Estado Islâmico, comprassem armas foi rejeitada. Em análise superficial, até parecia fazer algum sentido a proibição, mas muitos senadores perceberam que impedir alguém de exercer um direito constitucional com base apenas em suspeitas ou investigações preliminares, poderia abrir um pressuposto perigosíssimo que colocaria em risco até mesmo um dos direitos mais sagrados constantes na Primeira Emenda da Constituição americana: o da liberdade de expressão.  Claro, a única coisa que a maior parte da imprensa conseguiu repetir foi: lobby da NRA, lobby dos fabricantes, lobby da NRA, lobby dos fabricantes... Grande análise...

Antes mesmo dos derradeiros disparos ocorrerem contra o terrorista muçulmano dentro da boate Pulse, palco de um dos mais covardes ataques terroristas em solo americano, muitos jornalistas brasileiros e analistas convidados, em especial na Globo News, que meu amigo Alexandre Borges chama carinhosamente de GoverNews, já afirmavam que agora não havia como o Congresso americano não aprovar novas e severas restrições à posse e ao porte de armas naquele país. Como viram acima, estavam, mais uma vez, errados. Assim erraram diversas outras vezes como, por exemplo, após o tiroteio na escola primária de Sandy Hook onde afirmavam categoricamente que haveria o endurecimento das ditas leis restritivas. Por sorte, tive a oportunidade de, em rede nacional, fazer uma análise completamente diferente durante uma entrevista, ao vivo, para rádio CBN e afirmar que não seriam aprovadas novas restrições. Modéstia às favas, acertei.

Em outro artigo, publicado no Jornal Gazeta do Povo, expliquei do porquê de sucessivas rejeições e replico aqui de forma sucinta:“[A partir de] 2013, republicanos começaram a aceitar alguns tipos de restrições (como a checagem de antecedentes) e os democratas passaram a defender o direito ao acesso e ao porte de armas. Ambos os grupos sabem muito bem que as restrições propostas por Obama vão muito além do aceitável e cobraram isso de seus candidatos.”

A verdade é que os analistas, jornalistas e toda sorte de palpiteiros convidados não fazem qualquer análise conjuntural ou jornalística para emitir suas opiniões. O que eles fazem é torcer! Torcer para que sua visão de mundo, sua ideologia e, não raro, aquele antiamericanismo bocó e démodé, vençam os fatos e a realidade de que nenhuma lei restritiva, nem mesmo mil leis restritivas, seriam capazes de impedir que o covarde Omar Mateen abrisse fogo contra pessoas desarmadas. Em suma, na cabeça desse pessoal “do bem”, após um ataque terrorista deve-se desarmar as possíveis vítimas e não dar-lhes possibilidade de reagirem. Toda sorte de malucos, agradecem e torcem juntos.

Entrevista para rádio CBN em 2013

 http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-noite-total/2013/01/15/FACILIDADE-EM-COMPRAR-ARMAS-NOS-EUA-NAO-TEM-RELACAO-DIRETA-COM-VIOLENCIA.htm?from=Movimento+Viva+Brasil

Artigo “Como os democratas derrotaram o desarmamentismo de Obama”

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/como-os-democratas-derrotaram-o-desarmamentismo-de-obama-3dpsmcs6fvzn6uap460c7a1wn

Revista Veja: Senado dos EUA rejeita medida de controle da venda de armas

http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/senado-dos-eua-rejeita-medida-de-controle-da-venda-de-armas

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Não é possível legislar sobre a loucura

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A dura frase que ilustra este artigo é do primeiro-ministro inglês David Cameron e foi proferida após um ataque no condado de Cumbria, ao norte da Inglaterra, em 2010. Um homem, armado, durante uma crise de esquizofrenia, matou 12 pessoas e feriu outras 25. Segundo a imprensa local, Bird, um motorista de táxi de 52 anos, percorreu Lake District durante três horas, de automóvel, disparando contra pessoas em pelo menos 30 lugares diferentes, óbvio, suas vítimas estavam desarmadas e indefesas. O mais assustador da história é que ele foi seguido por quilômetros e quilômetros por uma viatura onde os policiais, também desarmados, só puderam olhar enquanto ele fazia suas vítimas. A chacina só parou quando o homem disparou contra si mesmo. Á polícia só restou recolher os corpos.

Hoje, acordo com a notícia que a deputada inglesa do Partido Trabalhista, Jo Cox, foi morta a tiros e facadas na pacata cidade de Birstall, no centro da Inglaterra. O autor do homicídio foi identificado como Thomas Mair de 52 anos e, de acordo com seu irmão, possuía problemas mentais. Talvez haja um motivo político por trás do bárbaro ato, mas isso ainda terá que ser apurado. O que importa, neste caso, é que mais uma vez, David Cameron estava certo e realmente é impossível legislar sobre a loucura, bem como a duríssima lei inglesa sobre a posse de armas não impediu Mair.

Muitos teimarão em dizer que há baixos índices de homicídios na Inglaterra em comparação, por exemplo, aos Estados Unidos e isso se deve às restrições para posse e porte de armas. Bobagem! Historicamente a Inglaterra sempre teve taxas baixíssimas de homicídios e, ao contrário do que pode sugerir o senso comum, essas taxas pós restrições são maiores que de quando todo cidadão inglês tinha liberdade para possuir e usar armas. Isso está descrito com detalhes no livro “Violência e Armas: a experiência inglesa” da historiadora Joyce Lee Malcom publicado no Brasil pela Vide Editorial. Imaginar uma Inglaterra com Lords e Ladys, sem criminalidade violenta, é desconhecer a realidade. De acordo com recente reportagem do jornal britânico The Telegraph, em 2015 houve um crescimento de 27% nos crimes violentos e 14% nos homicídios. Entanto isso, no armado EUA, as taxas continuam caindo ano após ano.

Por falar na America, não acredito que o inominável massacre ocorrido em Orlando, na Florida, tenha sido perpetrado por um louco, pelo menos não no sentido clínico. Omar Mateen agiu motivado pelo ódio e disto não restam dúvidas. Ódio ao ocidente e seus valores, entre eles a tolerância inexistente em qualquer país islâmico. Omar Mateen era um homem mau e sua maldade não seria contida por nenhuma lei restritiva às armas de fogo. A verdade, dolorida e difícil de aceitar por muitos, é que há pessoas dispostas em te matar simplesmente por você ser quem você é, por representar algo que ele odeia, por ter algo que ele não tem. Nem mesmo mil leis restritivas à posse de armas serão capazes de impedir que esses seres planejem, instrumentalizem e executem seus atos de fúria. Os loucos e os maus não seguem a lei.

O livro citado pode ser adquirido aqui: http://livraria.mvb.org.br/violencia-e-armas

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Fascista! Nazista! Vá estudar!

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Quando o dr. Martim Almeida Sampaio, advogado e presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB, iniciou sua participação no debate promovido pela rádio Jovem citando Karl Marx e culpando a concentração de renda como responsável pela criminalidade no Brasil, eu já sabia o que viria pela frente e onde iríamos parar. Não tardou para o meu antagonista me chamar de nazista, fascista e me mandar estudar. Havia acabado qualquer possibilidade de um debate respeitando a proposta inicial de discutir seriamente a legislação de armas no Brasil. Entrava em vigor a Lei de Godwin!

Para quem não sabe, essa “lei” foi criada com base em uma afirmação feita em 1990 pelo advogado americano Mike Godwin que afirmou: “À medida em que cresce uma discussão, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou o nazismo aproxima-se de 1 (100%)”. Na prática, quando isso acontece, demostra que o debatedor não possuiu mais nenhum argumento para apresentar e, derrotado, apela para o que o filósofo Arthur Schopenhauer definiu como “rótulo odioso” em seu livro “Como vencer um debate sem precisar ter razão” ou ainda para o reductio ad Hitlerum cunhado pelo filósofo Leo Strauss.

O defensor dos “Direitos Humanos” foi mais longe e mais baixo. Comparou a política de encarceramento aos campos de concentração nazistas. Provavelmente o advogado acha que aquele mostro que estuprou e arrancou o coração de uma menina de 10 anos em Minas Gerais merece a mesma compaixão que menina Anne Frank que viveu dois anos escondida e morreu no campo de Bergen-Belsene. O “crime” dela e outras milhões de pessoas foi tão somente ser judia. Mui humano o nobre representante da OAB.

Outro ponto interessante é que ele afirmou que o cidadão, em vez de comprar uma arma para sua defesa deve cobrar o Estado em seu dever de proteger... Hummm... Devemos imaginar que os filhos e netos dele estudaram ou estudam em escolas públicas enquanto ele briga por uma educação de qualidade. Devemos imaginar também que ele utiliza o SUS abrindo mão dos caros convênios e hospitais particulares. Socialismo nos olhos dos outros é refresco, né?

Tive ainda que esclarecer que Hitler, que o debatedor disse ser representante máximo da direita, era do Partido Nacional SOCIALISTA dos TRABALHADORES Alemães, bem como ferrenho defensor do total controle de armas pelo Estado. Controle e monopólio estatal defendido por ele e não por mim! Controle estatal presente no fascismo de Benito Mussolini e traduzido pela frase: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”. Depois eu é que sou um nazifascista que precisa estudar.

A íntegra do debate pode ser assistida aqui

 

 

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Pelo que devemos lutar?

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No dia 6 de junho postei em meu perfil do Facebook, uma imagem da invasão da Normandia, a maior batalha já ocorrida no mundo, que marcou o início do fim da Segunda Guerra Mundial e a queda do nazismo. Também conhecido como o Dia-D ou Operação Overlord, 155 mil homens dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se à batalha apoiados por 6.900 embarcações e 5.500 aviões. Mais de 5.000 mil soldados aliados não voltaram de lá. Se as tropas que defendiam o mundo livre não tivessem vencido nós teríamos hoje, possivelmente, uma situação geopolítica muito diferente. Mas afinal pelo que lutavam esses soldados, tanto os alemães quanto os aliados?

Muitos anos atrás assisti um documentário alemão – infelizmente não consegui lembrar o nome do dito-cujo -  sobre o tema que entrevistou combatentes de ambos os lados. A diferença dos discursos era gritante e, enquanto do lado alemão as justificativas variavam entre o infame “estava apenas seguindo ordens” até o pragmático “lutava pela minha vida”, do lado aliado; americanos, britânicos e canadenses citavam como objetivos impedir o avanço nazista sobre o mundo e, assim, defender o que eles mais prezavam. Eles não estavam ali lutando por odiar os alemães, mas sim por amar o que haviam deixado para trás. Como escreveu G.K. Chesterton em um dos artigos constantes no livro “Considerando todas as coisas”: "O verdadeiro soldado luta não porque ele odeia o que está a sua frente, mas porque ele ama o que está atrás".

Dos objetivos militares da Operação Overlord, nenhum foi mais sanguento que a tomada da Praia de Omaha e hoje, sabe-se, que apenas um soldado alemão foi praticamente sozinho o responsável por isso. Seu nome era Heinrich Severloh, apelidado de a "Besta de Omaha". Severloh que, até esse episódio, nunca havia se destacado como combatente, foi responsável por 3 mil baixas naquela praia. Disparou sua Maschinengewehr 42 por nove horas seguidas, consumindo mais de 12 mil cartuchos. Quando sua metralhadora sobreaquecia ele empunhava seu fuzil e continuava fazendo fogo sobre os inimigos.

Em todas as entrevistas que deu, o ex-soldado, sempre se mostrou atormentado com o morticínio que promoveu naquele dia. Em suas falas havia sempre presente a afirmativa que ele só fez o que precisava fazer. Sua catarse, ou pelo menos a tentativa dela, veio na década de 60 quando ele procurou o soldado americano David Silva. Silva era capelão e, no fatídico dia, desembarcou em Omaha sob a chuva de projéteis disparados por Severloh. Foi atingido no peito três vezes. Milagrosamente sobreviveu. Quando se encontraram se abraçaram por 5 minutos ininterruptos, não havia ali ódio ao inimigo, nem inimigo mais havia. A amizade, retratada em um documentário alemão chamado "Mortal enemies of Omaha Beach – the story of an unusual friendship," durou até a morte de Severloch em 2006 e uma das imagens ilustra esse artigo.

Tudo isso para responder uma pergunta que me é feita como cada vez mais frequência: afinal, por qual motivo eu luto pelo direito, ou melhor, pela liberdade do cidadão poder ter e usar armas de fogo?

Ouso aqui citar outro ex-combatente, desta vez da Primeira Guerra Mundial: "A guerra deve acontecer, enquanto estivermos defendendo nossas vidas contra um destruidor que poderia devorar tudo; mas não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem". Assim definiu J.R.R. Tolkien, em seu colossal O Senhor dos Anéis, a necessidade da luta e das armas. Não há ódio ou adoração. Há amor e defesa daquilo que nos é mais precioso. Esse é o meu motivo e deveria ser o de todos.

 

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O Tiro Esportivo e o entulho autoritário de Vargas

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Em 1932 explode a Revolução Constitucionalista onde São Paulo se levanta em armas contra o autoritarismo do então governo provisório do ditador Getúlio Vargas. Tropas do Exército sediadas em São Paulo, Força Pública e cidadãos voluntários, com suas próprias armas, se apresentam para combate. As tropas paulistas são esmagadas em apenas quatro meses. Vargas percebe que, para o sucesso de qualquer governo autoritário, deveria haver forte controle de armas, de sua fabricação, importação e venda. Surge em 1935 o primeiro decreto que proibia a instalação de fábricas de material bélico em solo pátrio sem a autorização expressa do Exército. Logo mais, em 1936 é publicado o decreto que cria a restrição de calibres e tipos de armamentos. Tais restrições não só valem para o cidadão, como também para as forças policiais e segurança privada. A verdade é que o único objetivo sempre foi evitar novos 1932.

Inevitavelmente, os subsequentes decretos, em especial o conhecido e em vigor até hoje, o R-105, se tornaram cada vez mais restritivo e atingiram todo e qualquer uso de armas, em especial aquelas categorizadas de calibres restritos e, neste bolo, estão os atiradores esportivos. Tal impacto, sempre negativo, se maximizou no governo de Fernando Henrique Cardoso e achou berço esplêndido nos braços dos sequentes governos petistas. Não custa lembrar, em ano de Olímpiadas no Brasil, que nossa primeira medalha de ouro, em Antuérpia, no longínquo 1920, foi conquistada pelo atirador Guilherme Paraense.

Eis que mais de 80 anos após 32, a DFPC – Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados – prepara-se para emitir um “novo” R-105, ou seja, um “novo” decreto que visa atualizar normas e critérios para a fiscalização de produtos controlados, entre eles, armas e munições para uso esportivo. A minuta do decreto encontra-se disponível no site daquela diretoria e pode ser acessada no seguinte link: http://www.dfpc.eb.mil.br/index.php/ultimas-noticias/236-comunicado-as-entidades-e-pessoas-ligadas-as-atividades-e-produtos-controlados-pelo-exercito.

O Movimento Viva Brasil, entidade que presido, por meio de seu diretor jurídico, Dr. Daniel Fazzolari, já prepara sugestões de melhoras, se é que é possível melhorar algo que teve seu surgimento no pensamento autoritário de um governante com grandes simpatias pelo nazismo... Aliás, foi no nazismo, pelas mãos de Adolf Hitler que surgiu a ideia de controle total sobre todas as armas e seus proprietários. Recomendo o livro “Controle de Armas no Terceiro Reich: o desarmamento dos judeus e dos ‘inimigos do Estado'” - no original, Gun Control in the Third Reich – Disarming the Jews and “Enemies of the State” - de Stephen P. Halbrook.

E por falar em Alemanha, lembrei de um episódio ocorrido lá pelos ido de 2000 quando recebemos na empresa, onde trabalhava, a visita de um consultor alemão mesmo com idade beirando a casa dos 80 anos, era de uma vivacidade ímpar e de humor pouco característico daquele povo – descobri posteriormente que seu pai era inglês. Conversávamos sobre questões profissionais quando um papel lhe chamou a atenção sobre minha mesa. Era uma Guia de Tráfego, documento expedido pelo Exército para que o atirador possa transportar armas e munições para treinamento e competições. A arma em questão era uma reles carabina .22. Ele me disse que praticava tiro e caça desde criança e quis mais detalhes do porquê daquele documento. Depois de ouvir atentamente a explicação, com um sorriso levemente sarcástico sentenciou: “pior que na Alemanha Oriental”. Ri, para não chorar.

Ser atirador esportivo no Brasil é, acima de tudo, um exercício de persistência e resiliência. Tenho para mim que não há esportista mais apaixonado pelo seu esporte e, se assim não fosse, o esporte já teria sucumbido totalmente aos mandos e desmandos estatais, soterrados pelo entulho autoritário.

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Universidade da Califórnia: lições de um tiroteio que não foi

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Assim que a polícia de Los Angeles acionou seu sistema de mensagem em caso de ataques armados e avisou que tiros haviam sido disparados na Universidade da Califórnia (UCLA), instalou-se um enorme frenesi entre os desarmamentista. Sem esperar qualquer informação sobre o caso, “especialistas” já se apresentavam falando em mais um “mass shoting”. Conforme novas informações iam aparecendo, detalhes iam sendo revelados, tudo apontava para o que realmente havia acontecido: um homicídio como estes que ocorrem 60 mil vezes por ano no Brasil. E quando mais se sabia, menos interesse a imprensa, em especial no Brasil, demostrava pelo caso. Havia pouco sangue inocente. Das primeiras manchetes, restaram a ideia já fixada nos leitores menos atentos que tínhamos mais um caso de um tiroteio em massa nos EUA.

Atribuo a perda de interesse ao fato do assassino não ser americano, não ser cristão e ter alvos certos. Mainak Sarkar era indiano, muçulmano e tinha 38 anos. Premeditou o crime, ou melhor, os crimes. Tinha uma lista de três alvos de sua fúria e frustração. A primeira a ser morta foi Ashley Hasti, com quem Sarkar havia se casado em 2011. Depois disso seguiu para a universidade onde matou o professor William S. Klug – quem ele acusava de ter lhe roubado códigos de programação - e na sequência atirou contra a própria cabeça, deixando um bilhete de despedida onde, entre outras coisas não divulgadas pela polícia, pedia para que cuidassem do seu gato. Ninguém sabe o motivo do assassino ter desistido do seu terceiro alvo, outro professor da mesma universidade.

Leis restritivas e sua inutilidade

A Califórnia, dentre todos os estados americanos, é um dos que mais possuem restrições à posse e ao porte de armas. Mainak, óbvio, ignorou a lei ao portar duas pistolas até a universidade distante 3.200 km de onde matou sua ex-esposa. Também desobedeceu a lei ao entrar armado na universidade, que como tantas outras, é uma “gun-free zone”, ou seja, um local onde ninguém pode entrar ou permanecer armado, nem mesmo os agentes de segurança da própria instituição. E ai está a inutilidade desse tipo de lei! Tomas Sowell faz a pergunta que deve ser feita: “Será que existe alguém que realmente acredita que indivíduos que estão preparados para desobedecer às leis contra o homicídio irão obedecer às leis de desarmamento?". O que teria acontecido se o estudante tivesse resolvido abrir fogo indiscriminadamente contra outros alunos e professores? Um massacre!

Protejam-se! Mas como?

Assim que os disparos ocorreram no prédio IV da faculdade de engenharia, um alerta foi disparado pelo Twitter para que os alunos se protegessem e não saíssem de onde estavam. O prédio estava oficialmente em “lockdown”, ou seja, ninguém entra e ninguém sai sem autorização expressa das forças policiais. Depois de alguns minutos começaram a aparecer nas redes sociais fotos e vídeos de alunos e professores desesperados tentando de todas as formas bloquear portas de salas de aulas e laboratórios. A imagem que ilustra esse artigo é uma dessas desesperados e inúteis tentativas. Usaram fios de computadores, empilharam cadeiras e mesas. Tudo seria absolutamente inútil se o assassino resolvesse ataca-los. Acredite você ou não, nenhuma das portas em toda a universidade possuem trancas e a justificativa para isso é: segurança!

A polícia levou quase duas horas para checar todo o prédio e, assim, garantir que os alunos estavam em segurança. Duas horas! Com esse incidente ganha força o movimento de liberação do porte de armas em universidades e colégios. Possibilidade essa que já é realidade nos estados do Arkansas, Colorado, Idaho, Kansas, Mississippi, Oregon, Utah, Texas e Wisconsin, sem maiores incidentes apesar dos profetas do caos terem imaginado que tiroteios seriam mais frequentes. Erraram mais uma vez.

Do que precisa um assassino?

Vontade! Sim, o que move um assassino é sua vontade de matar e isso parece ser o que mais assusta e bloqueia alguns “especialistas” que com frequência culpam tudo e todos, menos os próprios assassinos. Se alguém estiver disposto a matar nenhuma lei restritiva terá capacidade para impedi-lo de concretizar o seu ato. Sarkar é prova disso. Não possuía qualquer histórico criminal, nunca teve armas, não se tratava portanto de alguém que participasse da tal “cultura das armas” como tanto gostam de apontar certos formadores de opinião como sendo a culpada pelas mortes. Resolveu fazer, planejou e executou. Terrivelmente simples isso.

Mas e se não houvessem armas de fogo disponíveis?

Armas, não só as de fogo, sempre estarão disponíveis. A verdade é essa, qualquer coisa diferente disso é utopia! Vou relatar aqui um caso ocorrido comigo em 2005, caso esse que me marcou profundamente e eu, até hoje, me abstive de comentar.

Em outubro daquele ano, poucos dias antes do referendo sobre o comércio de armas, fui procurado pela rádio da Universidade de São Paulo (USP) para gravar uma entrevista. O estudante, estagiário da rádio, me fez diversas perguntas que me pareceram dúvidas realmente honestas sobre o assunto. Dentre estas, uma foi algo como: mas se as pessoas tiverem armas, se alguém quiser me matar, não será mais fácil? Minha resposta foi de que se alguém quisesse realmente mata-lo, se estivesse realmente disposto a fazer isso, não precisaria de um revolver ou de uma pistola. Pegaria uma faca e lhe cravaria no peito. A entrevista foi encerrada e não sei se chegou ir ao ar.

Dias depois, como sempre fazia de manhã, fui verificar as notícias. Dei de cara com uma manchete arrasadora: Estagiário da Rádio USP é assassinado por colega dentro do Campus. Rafael Azevedo Fortes Alves foi esfaqueado por Fábio Le Senechal Nanni que anos depois acabaria se matando ao pular da janela do apartamento que morava com os pais. Sim, era o rapaz que dia antes havia me entrevistado. Fiquei realmente chocado, abalado mesmo. Como um dos coordenadores da campanha do “não” me opus veementemente ao uso daquela tragédia para fins de campanha. Sei muito bem que, se a arma usada fosse de fogo, eles não titubeariam em esfregar isso na nossa cara. Não importava, não exporia aquela família em luto por isso.

A verdade, que muitos fazem questão de negar, de enfiar a cabeça em um buraco ideológico para não ver, é que praticamente qualquer objeto pode ser usado para assassinar uma pessoa, porém, o único objeto mais eficaz para a defesa é a arma de fogo. Enquanto não se aceitar isso, toda sorte de malucos, psicopatas e criminosos estarão sempre em vantagem perante suas potenciais, e desarmadas, vítimas.

 

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Ministro da Justiça é atacado por “especialistas”. Que bom!

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Claudio Beato, Pedro Abramovay e Renato Sérgio de Lima estão atacando o novo Ministro da Justiça e isso é um ótimo sinal. Quem são esses senhores? Vamos lá!

Claudio Beato é sociólogo, professor da UFMG, mestre e doutor pela Sociedade Brasileira de Instrução – SBI/IUPERJ, atualmente é coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública (CRISP). É daqueles que gosta de afirmar que o problema da criminalidade vem da polícia e não dos bandidos. Seria o homem que comandaria a segurança pública do PSDB caso Aécio Neves fosse eleito.

Pedro Abramovay é um advogado, formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Foi Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça no governo do PT e ocupou a Secretaria Nacional de Justiça do Governo Federal de onde foi demitido após defender que todos os “pequenos” traficantes deveriam ser colocados em liberdade. Foi diretor de campanhas do site de petições Avaaz onde, com mão de ferro, impedia que petições contrárias à sua ideologia prosperassem. Hoje, representa no Brasil uma organização globalista chamada Open Society, financiada pelo megainvestidor socialista George Soros. Soros, entre outras coisas, lidera uma campanha mundial contra o direito de defesa do cidadão, a favor do aborto e da liberação geral das drogas.

Renato Sérgio de Lima possui graduação em Ciências Sociais, mestrado e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Ex-Secretário Executivo membro do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Este Fórum é uma ONG mantida com verbas públicas que possuiu apoio da mesma Open Society e de vários órgãos governamentais. Recebeu, em apenas um contrato com o Ministério da Justiça, a bagatela de R$489.960,90. Verba pública, ou melhor, dinheiro dos pagadores de impostos.

O que esses três possuem em comum? Eles defendem que: 1) Pessoas desarmadas estão mais seguras; 2) Criminalidade é gerada pela pobreza e desigualdade social; 3) Cadeia não resolve; 4) Toda violência é ruim; 5) O Estado deve ter o monopólio da segurança.

Oras, foram exatamente esses preceitos, adotados pela esquerda nos últimos 30 anos, que destruíram a segurança pública no Brasil! Para quem possuiu alguma dúvida disso, recomendo veementemente que assista ao vídeo de uma recente palestra minha ministrada em Fortaleza. São apenas 20 minutos e está disponível aqui: https://youtu.be/7OOAI7GG9mE?t=48m44s

Tenho eu, ainda, sérias dúvidas sobre os caminhos que serão trilhados pelo novo Ministro da Justiça, mas convenhamos que, para quem já viu passar por lá Renan Calheiros (Sim! Ele mesmo! Ministro do Fernando Henrique Cardoso), José Carlos Dias, José Gregori, Aloysio Nunes Ferreira Filho, Márcio Thomaz Bastos, Tarso Genro, Luiz Paulo Barreto e José Eduardo Cardozo, Alexandre de Moraes pode ser um enorme alento e as críticas desse pessoal acima são um bom indicativo disso.

Ah! Quase me esqueci. O motivo do ataque foi que para o Ministro Alexandre bandido tem que ir para cadeia. Não, não estou brincando! Como disse G. K. Chesterton: “Chegará o dia em que teremos que provar ao mundo que a grama é verde”.

 

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Euclides da Cunha e o gorila

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Lá vou eu mexer em vespeiro e escrever sobre o tal gorila abatido no Jardim Zoológico de Cincinnati, Estados Unidos, após uma criança de quatro anos cair em seu fosso.

Boa parte da opinião pública e a maior parte da opinião publicada se colocou em favor do gorila, cheguei a ver, assustado, gente defendendo até o abate da criança! A culpa da criança ter caído foi dos pais? Foi do zoológico? O gorila mataria ou não o garotinho? Zoológicos não devem existir? Tudo isso são conjecturas e discussões muito fáceis – e até mesmo necessárias e válidas - de fazer após o incidente ter ocorrido, mas naquele momento urgente e confuso, o diretor tomou a decisão que lhe pareceu a mais correta.

Ao refletir sobre o caso lembrei de uma tragédia brasileira que se desenrolou com o embate entre o escritor de “Os Sertões”, Euclides da Cunha e o militar, e também escritor, Dilermando Cândido de Assis. Dilermando, para quem não sabe, matou Euclides pai e, sete anos depois, o filho deste.

Entendendo corretamente que Dilermando agiu em legítima defesa a justiça o absolveu em ambos o caso, mas a inconteste absolvição não ocorreu pelas mãos invisíveis da opinião pública e, menos ainda, da publicada. Apenas duas proeminentes vozes se levantaram em defesa do jovem militar, campeão de tiro do Exército Brasileiro: o jornalista e compositor Orestes Barbosa e Monteiro Lobato que, mesmo sendo um devoto de Euclides, se colocou no lugar de Dilermando e publicou o artigo intitulado “Uma Tragédia de Ésquilo”, que transcrevo abaixo:

“Tivemos aqui entre nós, em 1909, um perfeito ´caso de tragédia grega´, isto é, de tragédia caracterizada pela presença invisível da deusa Fatalidade. Os protagonistas — Dilermando, Euclides pai e filho e uma mulher — agiram todos como pedras de xadrez em movimento cego no tabuleiro. As pedras de xadrez movem-se — julgam mover-se, na realidade são movidas de acordo com os planos concebidos pelo jogador e que jamais serão penetrados.

Somos todos pedras de xadrez no tabuleiro da vida. Uns somos peões, outros bispos, outros, torres, outros, cavalos — e rainha e rei. Hitler foi um rei de xadrez. Jogaram com ele uma tremenda partida — e ele sempre a julgar que quem fazia o jogo era ele. E como não ser assim, se ele era “rei”?

Pobres reis humanos, tão impotentes quanto os reis de xadrez — tão instrumentos do Algo Superior que os maneja como reis de xadrez. Pobres peões humanos, tão manejáveis como os peões de xadrez! Alguém brinca no tabuleiro da vida com o teatrinho de títeres que somos. Édipo, Jocasta, Orestes, Dilermando, Euclides…

Euclides era rei, Dilermando, pequenino peão. No tumulto do drama tecido pela fatalidade, o rei enlouqueceu e forçou o peão a matá-lo. Um regicídio! A sociedade sofreu o mais profundo dos abalos porque Euclides não era apenas por direito de nascimento, coisa medíocre: era um grande rei por merecimento, coisa grande. E todas as fulminações choveram sobre a cabeça do peão que teve de matar o rei. E a vida desse peão passou a ser um inenarrável martírio.

Mas, dadas as circunstâncias, que poderia ele fazer senão o que fez? Como agir de outra maneira, se somos títeres e quem dirige a trama é a grande jogadora de xadrez fatalidade, a qual se utiliza de nós como simples peças, nunca se dignando nos revelar os objetivos de suas jogadas?

Para a sociedade não há crime maior que o de peão matar um rei; e pois tal fato só é possível quando a fatalidade guia a mão do regicida.

A mim a tragédia Euclides-Dilermando me abalou profundamente. Sobre ela meditei muito tempo, dominado pela incerteza. Mas quando conheci todos os detalhes do processo, só então vi, senti em tudo a mão glacial e inexorável da fatalidade — a mesma que levou aos seus crimes o inocente Orestes.

E uma coisa até hoje me pergunto: haverá uma só criatura normal das que olham Dilermando com horror, que, dentro do quadro daquelas circunstâncias, não fizesse a mesma coisa? Que atacada por Euclides e o filho, tomados ambos de acessos de demência, não se defendesse, como Dilermando se defendeu?

Se ponho a mão na consciência e me consulto, sou obrigado a confessar que, dentro daquelas circunstâncias, eu — o maior devoto de Euclides — agiria tal qual Dilermando. O animal que há dentro de mim, ferozmente acossado pelo animal existente no atacante, reagiria em pura ação reflexa — e no ímpeto cego da legítima defesa mataria até ao próprio Shakespeare”.

Bah! – diria um amigo gaúcho – onde quer chegar o professor Bene com essa história toda? Explico e confesso que tudo isso foi tão somente para poder parafrasear Lobato e emitir minha opinião sobre o caso: colocando-me no lugar do diretor, no ímpeto de salvar o garotinho, não hesitaria em mandar abater o próprio King Kong. E que venha o mimimi.

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Rios de desonestidade

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Quando fui procurado pela TV Gazeta (São Paulo) para gravar para um programa chamado A Semana, cuja apresentação compete ao Ronald Rios, sabia que não seria diferente. Rios tentou de todas as formas me “derrubar” durante a entrevista que, por baixo, durou uns 30 minutos. O problema é que o tal jornalista imaginava, coitado, estar lidando com algum principiante neste jogo e que alguma de suas perguntas seriam difíceis de responder ou consistiriam em algum tipo de “pegadinha”. Não sabia ele que seus questionamentos estavam longe de conter algum tipo ineditismo. Saiu derrotado, mas não desistiu.

Na impossibilidade de, com honestidade, combater os meus argumentos, apelou para a edição do vídeo, me dando menos tempo de exposição e entrevistando dois outros personagens sobre o tema que, óbvio, se posicionavam contra a liberdade do cidadão com achismos para lá de frágeis. Inclusive, fico imaginando, quem vai procurar agora o tal psicólogo para requisitar o laudo necessário para aquisição de uma arma... mas, cada um deve saber o que está fazendo, não é mesmo?

Rios, que não esconde sua simpatia pela Thug Culture e, portanto, é favorável ao desarmamento do cidadão honesto, discorre todo aquele blá, blá, blá que já ouvimos repetidamente nos últimos vinte anos e inicia a matéria errando feio, mostrando ignorância cavalar sobre o assunto, ao afirmar que antes do malfadado Estatuto do Desarmamento não havia qualquer regulação sobre a venda e o porte de armas! Destaque para o fato de que um de seus argumentos contra o direito de defesa do cidadão é poder xingar as pessoas no trânsito. Mui civilizado o meninão. E por falar em civilidade, atendi o rapaz da mesma forma que atendi, por exemplo, o Jornalista Alexandre Garcia – que pese a distância profissional intransponível entre os dois! -, ou seja, de forma educada, profissional e até amigável. Eu esperava que a recíproca fosse verdadeira? Com o perdão da expressão chula, seria como se alguém procurasse uma virgem em um prostibulo!

Prova cabal de sua desonestidade foram as duas inserções posteriores em cima da minha entrevista, o que, claro, me impossibilitou de desmascará-lo como fiz em todas as suas outras afirmações e perguntas anteriores. Tentou me ridicularizar e só conseguiu mostrar seu mau-caratismo e ausência de profissionalismo. No canal do programa no Youtube (VEJA AQUI - https://youtu.be/LqkZ2xNi2PY?t=8m59s), o vídeo na íntegra já é recordista... de negativações e comentários críticos e, tenho certeza, isso vai se intensificar ainda mais depois deste artigo. Não se trata de “dar Ibope” ou “queimar vela boa com defunto ruim”. Trata-se de desmascarar esse tipo de “jornalismo” ideológico e panfletário – que não pode e não deve ser confundido com o jornalismo de opinião sério -  que impregna muitas emissoras.

 

A TV Gazeta apela para um programa cuja fórmula foi responsável por enterrar o extinto programa CQC da Tv Band. Sim, foi a ideologia de esquerda, o “panfletarismo”, o politicamente correto responsável pela sua queda e fracasso. Prova disso é que de todos que passaram por lá, o único que despontou e obteve verdadeiro sucesso foi Danilo Gentili (que também é criticado pelo Ronald Rios em outro vídeo), o “reaça”, o “coxinha”, o “fascista”, sempre foi o único com coragem de criticar e bater de frente com a hegemonia esquerdista reinante. Chegou onde chegou, engolindo até o ícone brasileiro do talk show: Jô Soares. E convenhamos que não deve ter sido fácil engoli-lo. Pronto, vão me chamar de gordofóbico....

Quer desmascarar um jornalista mal-intencionado? Se deixe entrevistar por ele! Eles sempre caem na cova que cavam para os outros e reforçam a conclusão de sempre: os desarmamentista só possuem como argumentação o achismo, o apelo emocional e Rios de desonestidade.

 

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O Globo e sua insistência em mentir

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O Jornal O Globo de hoje (24) volta a defender o desarmamento em seu editorial e, para não variar, usa toda sorte de números torturados e falácias. Nada escapa, nem uma vírgula, nem uma frase, por começar pelo título: Violência cresce com descaso no controle de armas. E é por aqui que eu começo. Violência é um problema? Quem já assistiu minhas palestras sabe muito bem a falácia contida no nada inocente uso desta palavra em substituição à correta que seria criminalidade! George Orwell em seu magnífico 1984 previu esse estratagema quando definiu uma coisa chamada Novilíngua. No Apêndice sobre o assunto escreveu:

"O objetivo da Novilíngua não era apenas oferecer um meio de expressão para a cosmovisão e para os hábitos mentais próprios dos devotos do Ignsoc, mas também impossibilitar outras formas de pensamento. O que se pretendia era que, tão logo a Novilíngua fosse adotada definitivamente e a Anticlíngua esquecida, qualquer pensamento herético, isto é, divergente dos princípios do Ingsoc, fosse literalmente impensável, ou pelo menos até o limite em que o pensamento depende de palavras. Seu vocabulário fora construído de modo a fornecer a expressão exata - e frequentemente de um modo sutil - a cada significado que um membro do Partido quisesse expressar, excluindo os outros significados, bem como a possibilidade de chegar a eles por métodos indiretos. Isso era obtido em parte pela invenção de novas palavras, mas principalmente pela eliminação de palavras indesejáveis e pelo esvaziamento, das palavras restantes, de qualquer significado heterodoxo e, tanto quanto possível, de todos os significados secundários, quaisquer que fossem eles" (p.287-288).

Em resumo, a Novilíngua tinha como objetivo condensar palavras, dar-lhes novos significados e, assim, reduzir a compreensão e a capacidade de raciocínio da população.

Exatamente isso que se faz ao usar a palavra violência como sinônimo de criminalidade. Oras, violência é ação ou efeito de empregar força física ou intimidação moral contra alguém ou alguma coisa e isso não significa necessariamente o cometimento de um crime ou algo reprovável, muito pelo contrário. Um bombeiro que derruba uma porta, um policial que revista um suspeito, um juiz que condena o réu, um cidadão que reage contra um facínora que invade sua casa, um segurança que impede um furto, um professor que exige silêncio em sala de aula. Ao usar a palavra violência o jornal nivela todas essas ações com a de um pedófilo que abusa de uma criança, de um latrocida que mata sem dó sua vítima, de um traficante que oferece seu produto na porta de escola, de um homicida que abre fogo contra policiais, afinal tudo é violência e, assim sendo, qualquer violência deve ser combatida igualmente. Querem convencer que todos nós, seja um estuprador, seja um sitiante com uma velha espingarda, fazemos parte do problema e não da solução. Vão se catar! 

E por falar em falsidade... Ao afirmar que 86% das armas vieram “do mercado” legal, o periódico distorce os dados existentes, com a único objetivo de culpar as armas e seus proprietários pelo crescimento da criminalidade violenta naquele Estado. Vejam só essa reportagem da EBC sobre o mesmo assunto: “Oitenta e seis por cento das armas de fogo apreendidas pela polícia do Rio de Janeiro no ano passado NÃO FORAM (grifo meu) identificadas. O dado foi apresentado nesta terça-feira (26) pela Secretaria Estadual de Segurança do Rio a deputados na Comissão Parlamentar de Inquérito das Armas na Assembleia Legislativa do estado.” Viram? Simplesmente inverteram os dados! Já falei sobre esse assunto aqui neste blog, não vou me repetir. Vejam o artigo “Quem abastece os criminosos”.

Ao concluir, o repetitivo editorial, do O Globo diz ao que veio: “arma-se no Congresso a flexibilização do Estatuto, um movimento orquestrado pela chamada “bancada da bala”. É tudo o que o país não precisa, neste momento em que, ao contrário, o Estado precisa aumentar as garantias de segurança da população, o desarmamento uma das principais delas”.

Tudo isso para justificar sua oposição ideológica ao PL 3722/12 do Deputado catarinense Rogério Peninha que, em tramitação, devolverá ao cidadão a chance de defesa contra uma criminalidade cada vez mais violenta e um Estado cada vez maior e menos eficiente.

Cabem ainda algumas indagações pertinentes: já que armas são um problema e não protegem, a família Marinho já abriu mão de seus seguranças fortemente armados? O PROJAC já cancelou o contrato com a empresa de segurança armada que lhes garante segurança? Artistas engajados como Angélica e Luciano Huck já dispensaram os seus guarda-costas? Me avisem quando isso acontecer.

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