O caso das crianças mortas na semana passada, após deslizamento de terra na Barra de São Miguel, voltou a ser debatido nesta quarta-feira por deputados estaduais. Dessa vez, a reunião aconteceu com os componentes da comissão permanente de Meio Ambiente e com o presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Adriano Augusto.

Antes de começar a reunião, o presidente do IMA explicou que a obra das empresas Cipesa e Gafisa, acusada por moradores e alguns parlamentares de serem as responsáveis pelo acidente, estão respeitando as leis ambientais.

Augusto contou que a área devastada para a construção, não correspondia a desmatamento, mas sim apenas à plantação de cana. “Pelo contrário, a obra traria um ganho ambiental, uma vez que existem cláusulas que determinam preservação ambiental e área verde”, disse.

Para ele, o que aconteceu foi uma fatalidade e que as chuvas que caíram no município naquele dia eram que poderia ocorrer em quase um mês. “Não há ilegalidade do ponto de vista ambiental”, falou o presidente, acrescentando que a primeira vistoria feita no loteamento aconteceu com a defesa civil, que segundo ele, naquele momento pediu a saída dos moradores do local e que só em março o IMA foi informado e compareceu às obras para analisar e também pedir a retirada da população.