O senador Efraim Morais (DEM-PB) contestou denúncia da revista Veja de que teria contratado, pelo Senado, 52 cabos eleitorais com atuação na Paraíba.

– A revista me acusa de utilizar assessores políticos fantasmas. No entanto, não tenho a menor dúvida de não haver cometido nenhum crime porque sei que desde o presidente do Congresso até qualquer um dos companheiros da Câmara possuem, a maioria absoluta, assessores parlamentares com função política no estado – rebateu, lembrando que as contratações estão amparadas pelo Regimento Interno da Casa.

Efraim rechaçou ainda suspeitas com relação à sua evolução patrimonial e apresentou documentos – cartas de "habite-se" e contrato de financiamento – comprovando ter construído, e não "trocado", um apartamento e uma casa de praia.

– Não troquei nenhuma casa. Vendi uma e construí outra, na condição de engenheiro – disse, acusando a revista de manipular informações.

Sobre seu suposto envolvimento na contratação irregular de trabalho terceirizado, Efraim relembrou que a denúncia já foi esclarecida pela Procuradoria da República no Distrito Federal no ano passado, após publicação no Correio Braziliense.

Ele reclamou ainda por ter sido tachado pela Veja como um parlamentar "medíocre", e destacou passagens protagonizadas por ele no Congresso.

Efraim recebeu a solidariedade do presidente do Senado, José Sarney, em nome da Mesa, e de José Agripino (DEM-RN), Cícero Lucena (PSDB-PB), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Raimundo Colombo (DEM-SC).