Impera a lei do silencio no judiciário alagoano. Nenhum juiz ou entidade do Poder se manifestou após a decisão do Conselho Nacional de Justiça do dia 11 de maio que orienta o Tribunal a determinar que o desembargador Washington Luiz devolva aos cofres públicos R$ 354 mil.


O Cadaminuto tentou entrevistar hoje o presidente da Associação dos Magistrados de Alagoas (Almagis) Maurílio Ferraz e ele se irritou e disse que não era hora para falar sobre o assunto.


Já em relação à presidência do Tribunal de Justiça a assessoria informou a reportagem que a desembargadora Elizabeth Carvalho só falaria após receber o documento formal com as orientações do Conselho Nacional de Justiça.


Além do desembargador, que segundo a decisão proferida pelo conselheiro Mairan Gonçalves Maia Junior teria lesado o erário, outros 13 magistrados e servidores seriam alvos de investigações individuais.


Entre eles os desembargadores José Agnaldo de Souza Araújo, Jairon Maia Fernandes, Orlando Monteiro Cavalcanti Manso, José Fernando Lima Souza, Geraldo Tenório Silveira e Estácio Luiz Gama de Lima, além do juiz José Braga Neto.


Dentro de 30 dias deverá ser publicado o relatório sobre a inspeção que o Conselho Nacional de Justiça fez no judiciário alagoano. Conforme adiantou o Cadaminuto os juízes que fazem parte do CNJ levaram graves denúncias sobre cinco juízes e três desembargadores e deverá fazer um duro relatório sobre a situação dos cartórios no Estado.


Conforme foi adiantado pelo Blog do Bernardino o desembargador Washington Luiz  já escolheu o advogado Nabor Bulhões para defendê-lo da representação do CNJ.