A Polícia Civil de Porto Alegre investiga a conexão entre o grupo neonazista chamado de New Land -que faz parte de um movimento que ocorre no Paraná e em São Paulo- com a Argentina. O objetivo seria a compra ilegal de armas.

O delegado Paulo César Jardim, titular da 1ª Delegacia da capital gaúcha, disse que o suposto líder gaúcho do grupo, Jairo Fischer, 21 anos, preso há alguns dias em Teutônia (RS), suspeito de um duplo homicídio no mês passado em Curitiba, teria adquirido a arma no país vizinho.

Duas testemunhas confirmaram que o grupo adquiriu entre 30 e 40 armas. A maioria é pistolas e revólveres, mas há uma metralhadora calibre .50 e uma submetralhadora HK MP5.

 O arsenal estaria com pelo menos quatro dos cinco proprietários de residências onde ontem foram encontrados mais de 300 itens de apologia aos ideais de Adolf Hitler. A operação ocorreu em Alvorada (RS), Cachoeirinha (RS), Porto Alegre, Caxias do Sul (RS) e Bento Gonçalves (RS).

Na parte de divulgação da ideologia, os contatos têm sido feito com grupos no Chile, na Inglaterra e na França.

O conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do estado, Jair Krischke, disse que a ação policial evitou problemas futuros, já que dessa vez os grupos não estavam só propagando ideias, mas cometendo crimes e se preparando para ataques.

No Rio Grande do Sul, 50 integrantes já foram identificados. Nos últimos 60 dias, em todo o país, o novo grupo nazista estaria por trás de dez assassinatos. A intenção dos policiais é investigar o financiamento de cursos para integrantes dessa nova ideologia.

O grupo estaria treinando pessoas no estado para fabricar bombas caseiras com o intuito de explodir sinagogas.
 
Operação

A Polícia Civil de Porto Alegre realizou, nesta segunda-feira (18), uma operação para tentar localizar integrantes de um novo grupo neonazista em cinco cidades gaúchas. Foram apreendidos mais de 300 peças, entre fotos, DVDs, livros, três bombas caseiras, facas, estiletes, roupas com suásticas e inclusive fardas militares.