O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, teme que os investimentos da Petrobras para a exploração do pré-sal, incluindo a encomenda de sondas, plataformas e navios, no valor estimado de U$ 120 bilhões, sejam prejudicados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada, no Senado, para investigar a empresa. Para Lobão, a CPI poderá trazer prejuízos à estatal, principalmente "no que diz respeito à imagem da própria Petrobras, diz respeito à captação de recursos".

 

O ministro lembrou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se encontra em viagem ao exterior, buscando mais investimentos para a Petrobras aplicar em obras gigantescas, como na construção de uma refinaria, no Nordeste, que custará cerca de US$ 20 bilhões, prevendo processar 600 mil barris diários de petróleo. "E nós temos receio que uma CPI possa trazer algum reflexo", disse.

 

Na avaliação de Lobão, a Petrobras já é fiscalizada por órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Advocacia Geral da União (AGU), e pelos seus próprios conselhos de administração e fiscal. Afirmou também que o Senado possui várias comissões, como a de Fiscalização e Controle, "com poderes até semelhantes às de uma CPI. Nós achamos que não seria necessário criar a comissão. Mas, não mandamos na vontade do Senado".

 

O ministro de Minas e Energia participou, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da abertura do 21º Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae).