A TAM admitiu ontem que errou na cobrança das passagens aéreas do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e de seu mãe, Maria José Gomes, para um voo de São Paulo para Nova York. Ambos viajaram juntos.

 

Em nota, a companhia aérea informa que houve uma inversão entre os documentos de crédito particulares da família do deputado e os emitidos com recursos da cota parlamentar de passagens.

 

"No momento da emissão dos bilhetes, a loja da companhia em Fortaleza trocou, inadvertidamente, os documentos de crédito, emitindo as passagens de Ciro Gomes com créditos particulares da família e os bilhetes de Maria José Gomes com documentos de crédito oriundos da cota parlamentar", diz a TAM na nota.

 

A companhia aérea diz que vai enviar ofício ao Ministério Público Federal para esclarecer os fatos e "garantir a integridade das informações prestadas". A Procuradoria pediu para a TAM as informações sobre as passagens emitidas com uso da cota dos deputados.

 

Reportagem do site "Congresso em Foco" de ontem informa que a Câmara pagou passagens aéreas para a mãe do deputado.

 

O nome de Ciro foi incluído na lista dos deputados que destinaram cota das passagens para terceiros no mês passado. Na ocasião, o deputado negou que tivesse beneficiado a mãe, chamou colegas de "babacas" e falou palavrões enquanto conversava com jornalistas.

 

Com a negativa do deputado, o site conseguiu reunir documentos que comprovam que o pagamento foi feito pela Câmara. Segundo o "Congresso em Foco", a mãe de Ciro viajou de São Paulo para Nova York pela TAM no dia 18 de maio de 2008 e retornou no dia 25 do mesmo mês. Os bilhetes custaram R$ 12,6 mil, segundo o câmbio do dólar na época. O deputado também viajou no mesmo voo.

 

Ontem à tarde, a assessoria do deputado voltou a negar que a Câmara pagou as passagens da mãe do deputado e já admitia a possibilidade de a companhia aérea feito uma confusão na forma de pagamento.