Um grupo com cerca de 200 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), Via Campesina e Assembleia Popular iniciou ontem (18), em Florestópolis, a cerca de 450 quilômetros de Curitiba, no norte do Paraná, uma marcha em direção à capital com o objetivo de discutir a crise econômica e exigir a reforma agrária. Outro grupo, também com cerca de 200 pessoas, deve sair na hoje de Foz do Iguaçu, no oeste do Estado, com o mesmo objetivo. Eles programaram se encontrar em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, e chegarem juntos a Curitiba no dia 4 de junho.

 

O MST pretende realizar manifestações e debates públicos nas cidades que encontrar pelo caminho. As duas colunas viajam de ônibus pelas rodovias, descendo apenas nos trechos urbanos. Até a tarde de ontem, o grupo do norte já tinha percorrido aproximadamente 40 quilômetros.

 

Eles fizeram um ato público na praça central de Porecatu e, à noite, teriam atividades em Alvorada do Sul, com manifestação na Câmara de Vereadores e um debate com a população. A marcha deve ser retomada na manhã de hoje. De acordo com o porta-voz do grupo, Diego Moreira, o objetivo é apresentar a reforma agrária como uma alternativa à crise econômica.