Um levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que apenas 20% das 500 mil indústrias do país estão associadas a algum sindicato patronal, configurando uma crise de representatividade do patronato, informa reportagem de Fátima Fernandes e Cláudia Rolli, publicada na Folha desta segunda (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Em países desenvolvidos, o percentual de adesão chega a 35%.

Segundo estimativa de empresários, procuradores, do trabalho e advogados especialistas em criação de sindicatos, informa a reportagem, 80% das quase 4.000 entidades patronais registradas no Ministério do Trabalho têm pouca ou nenhuma representatividade.

"Os sindicatos patronais sobrevivem só para arrecadar o imposto sindical. que incide sobre o capital social das empresas e é recolhido anualmente de forma compulsória", afirma Laerte Augusto Galizia, advogado que atua na área há 40 anos.

A proliferação de agremiações ocorre porque mantê-las é um bom negócio. Em 2008, o setor patronal arrecadou R$ 363 milhões. Os sindicatos ficaram com 60% do valor. O resto foi para federações, confederações e governo.