A defesa do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), deverá entrar com recurso na segunda-feira (30) contra a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de cassar o mandato dele e do vice, Luiz Carlos Porto (PPS). O acórdão com a decisão do tribunal foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico nesta quinta (26). A partir da publicação, a defesa tem três dias corridos para se manifestar.

No julgamento do caso, no último dia 4, os ministros decidiram que a segunda colocada nas eleições, a senadora Roseana Sarney (PMDB) e seu vice na campanha de 2006, João Alberto (PMDB), devem assumir o governo. No entanto, a decisão só valerá depois do julgamento de todos os eventuais recursos.

O advogado Daniel de Farias Leite, um dos responsáveis pela defesa do governador, afirmou que o recurso será apresentado na segunda em uma tentativa de "modificar a conclusão do julgamento". "Queremos esclarecer alguns pontos que não ficaram totalmente claros no processo", disse.

Entre outros pontos, deve ser contestada, de acordo com o advogado, a interpretação de eventos em municípios como Codó e Pinheiro como tendo favorecido a eleição do governador. "É difícil acreditar que possam ter influenciado o resultado da eleição", ressalta Leite.

Segundo o advogado, também poderá ser questionada a decisão de se conduzir a segunda colocada na eleição ao cargo. Para o advogado, a determinação "é uma afronta à soberania popular".

Confirmada a entrada do recurso no TSE, a outra parte também deverá se manifestar. O pedido de cassação foi feito pela coligação "Maranhão - A Força do Povo", que tinha como candidata a senadora Roseana Sarney (então no DEM), derrotada na disputa eleitoral.