O dia 18 de maio é marcado como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Em 2009, esta luta, iniciada no II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental, completa 22 anos.

Naquele momento, os profissionais recusaram o papel de agentes da exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, e inauguraram um novo compromisso em busca de uma Reforma Psiquiátrica, hoje definida por lei mas ainda em fase de implementação. Diversas das atividades promovidas pelos Conselhos regionais para marcar a data referem-se à Reforma Psiquiátrica.

O movimento de luta antimanicomial considera que a loucura pode e deve ter o seu lugar no mundo, que as subjetividades individuais contribuem na construção do todo social e que a aceitação das diferenças, sejam elas quais forem, faz parte do ideal de democracia da nossa sociedade.

Também já se constatou que não há mais espaço para o hospício, instituição retrógrada e ultrapassada, focada no isolamento, pois se sabe que o convívio familiar e a interação social são fundamentais para todos os seres humanos.

A luta antimanicomial, fundamentada no oferecimento de direitos de cidadania e de convivência social aos portadores de transtornos mentais, é um desafio epistemológico para as ciências da saúde (e outras que queiram a elas se aliar).