Uma confusão no portão 13 do Maracanã, antes da partida entre Flamengo e Internacional pelas quartas de final da Copa do Brasil, na noite de quarta-feira, levou o comandante do Grupamento Especial de Policiamento de Estádio, Major Busnello, ao Juizado Especial Criminal.

O major deu entrada no Jecrim acusando um funcionário da Suderj de desacato a autoridade, mas acabou sendo encaminhado para a  18ª DP (Praça da Bandeira) acusado de lesão corporal dolosa e abuso de autoridade.

José Maurílio Durães, de 75 anos, foi encaminhado para o juizado como réu, mas a promotoria de plantão conseguiu descaracterizar a acusação do major. Segundo Durães, a confusão aconteceu pelo fato de o militar usar de força bruta para que amigos seus entrassem no estádio sem pagar ingresso.

Segundo informações da Rádio Globo, o major teria tentado entrar com outras seis pessoas. Ele ficou sob custódia, mas foi liberado para responder o processo em liberdade na manhã desta quinta-feira.

A PM informou que o tumulto começou quando o oficial tentou liberar a passagem para torcedores do Inter. Mas abriu sindicância para apurar o caso.

O Ministério Público entendeu que houve agressão, prevaricação e lesão corporal por parte do oficial da Polícia Militar, depois de ouvidas as testemunhas. O Tribunal de Justiça acolheu o pedido do Ministério Público solicitando a prisão preventiva e mandou a ordem de prisão para a 18ª DP, na Ruia Barão de Iguatemí. O militar deve ser preso - ou se apresentar - e depois deverá ser encaminhado para o presídio militar, que é o batalhão especial prisional.