A Força Sindical apoiou as alterações das regras da caderneta de poupança apresentadas pelo governo federal ontem (13). A entidade considerou, no entanto, que o governo deveria baixar as taxas de administração dos bancos em vez de criar novos tributos para a poupança.

 

“O governo deveria criar mecanismos que visem baixar as taxas de administração dos bancos e não criar tributos e punir quem só consegue utilizar a poupança convencional para guardar dinheiro”, diz a nota.

 

A Força afirma que as mudanças na tributação da poupança preservam o pequeno poupador e visam o equilíbrio das contas do governo. Porém, a entidade mostra preocupação com a tabela de alíquotas progressivas proposta pelo governo incidente sobre os valores excedentes a R$ 50 mil.

 

“Seu atrelamento com a taxa Selic (quanto menor a taxa maior a alíquota) pode ser entendida de que é uma indicação de que o Banco Central e a equipe econômica não pretendem reduzir drasticamente a taxa de juros, como querem o setor produtivo e os trabalhadores”, diz o documento.