Um presidiário que cumpria pena em regime domiciliar voltou para a cadeia ontem (12) ao se passar por ginecologista em um hospital público de Ceilândia, cidade-satélite a 35 km de Brasília. Ele tem quatro passagens na polícia por furto.

 

Segundo a polícia, o homem, de 45 anos, usava um crachá com a foto dele, mas com informações de outra pessoa. O falso médico disse o crachá na rodoviária de Brasília e resolveu então realizar o sonho de ser médico. “Sempre tive desejo de ser médico, de ser alguém no meio da sociedade”, disse o suspeito.

 

O avental usado pelo falso médico teria sido conseguido durante o tempo em que ele trabalhou no hospital pela Fundação de Amparo ao Preso. Segundo um vigilante do hospital, uma pessoa com crachá e avental consegue entrar com facilidade no hospital. 

O falso ginecologista negou ter atendido pacientes, mas a chefe do núcleo de apoio operacional do centro de saúde disse ter "ouvido comentários" de que duas mulheres foram apalpadas pelo homem.

 

O caso foi descoberto porque uma funcionária passou a desconfiar do falso médico após seu celular ter sido furtado, 15 dias atrás. Segundo ela, o aparelho desapareceu depois que o suspeito passou por sua sala.

 

Ontem, a funcionária questionou o falso médico sobre o celular. O suspeito tentou fugir, mas acabou preso por vigilantes e PMs. Ele vai responder por uso de documento falso e pode pegar de dois a seis anos de prisão.