Mesmo com a greve dos policiais civis, os cinco presos que fugiram, na madrugada desta terça-feira, 12, da 5ª CP, em Periperi, serão procurados, de acordo com o delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, que afirmou que o sindicato vai disponibilizar agentes para fazer as buscas. Os policiais da 5ª CP confirmaram que vão sair para procurar os fugitivos. Por enquanto, eles estão checando informações. Já o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Marcos de Oliveira Maurício, disse que a categoria suspendeu a captura de procurados, entre outras atividades como registro de ocorrências, com exceção de flagrantes, investigação de homicídios, diligências e atividade de cartório.

Na segunda etapa da paralisação, que acontece ainda em maio, o sindicalista ameaça interromper os serviços de carceragem, que já não são realizados completamente. Nesses dois dias paralisação, os policiais civis não estão fazendo escolta de presos mesmo com determinação judicial; os detentos não são levados para atendimento ambulatorial, com exceção de emergências; não há transferência de preso; as visitas estão suspensas e não há atendimento a advogados e oficiais de justiça, a não ser para cumprir alvará de soltura.

A categoria reivindica reajuste de 100% em três anos e o governo oferece 30%. Os policiais civis ameaçam fazer cinco paralisações entre maio e junho e no dia 20 de junho vão decidir se decretam greve.