As duas pacientes internadas no Hospital Escola Hélvio Auto, com suspeita de contaminação pelo vírus H1N1, causador da gripe A, estão evoluindo bem ao tratamento coordenado pela equipe de infectologistas que acompanha o caso. No entanto, como ainda é aguardado o resultado do material biológico enviado pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) à Fiocruz, no Rio de Janeiro, as duas pacientes se encontram em uma enfermaria que foi isolada apenas para atender casos suspeitos da doença.

De acordo com o Boletim Epidemiológico fornecido pelo Centro Estratégico de Vigilância em Saúde (Cievs), 35 pessoas estão sendo monitoradas em Alagoas, mas nenhuma apresentou, até agora, sintomatologia compatível com a gripe A. Ainda segundo as informações técnicas disponibilizadas pela equipe da Superintendência de Vigilância à Saúde (Suvisa), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), os casos monitorados são de pessoas que tiveram contato direto com as duas pacientes internadas no Hélvio Auto.

Histórico

O primeiro caso suspeito de contaminação pelo vírus H1N1 em Alagoas é uma psicóloga de 49 anos que esteve no México em férias e retornou ao Brasil há 10 dias. Por ter apresentado sintomas semelhantes aos pacientes que já foram vítimas da doença e pelo fato de ter estado no país onde o vírus surgiu, ela foi internada no último sábado (9), e está sendo tratada até que os exames conclusivos atestem ou não o vírus da gripe A em seu organismo.

Ainda durante o final de semana, um homem também apresentou sintomas da gripe, mas os infectologistas já descartaram a possibilidade de contaminação pelo vírus H1N1. Na última segunda-feira (11), a secretária doméstica da psicóloga apresentou as mesmas sintomatologias e também foi internada no Hélvio Auto, onde tem reagido satisfatoriamente ao tratamento.

Segundo a Superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Sandra Canuto, “todas as pessoas que tiveram contato com a psicóloga internada no último dia 9 estão sendo monitoradas pela equipe do Plantão Epidemiológico. Diariamente, os técnicos buscam informações sobre o estado de saúde das pessoas, visando constatar se elas apresentaram sintomas semelhantes aos da gripe A, como febre alta repentina acima de 38 graus, seguida de dores de cabeça, musculares e nas articulações”, explicou.

Recomendações

A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau tranqüiliza a população para que não entre em pânico, recomendando que, em caso de suspeita da doença, os pacientes devem procurar um posto de saúde mais próximo de sua residência para que o médico possa examiná-lo e avaliar o quadro clínico. Caso seja constatado algum sintoma semelhante ao ocasionado pelo vírus H1N1 e ter mantido contato com alguém que esteve em países onde se constatou casos da Gripe A, o paciente será encaminhado para os hospitais de referência.

De acordo com Sandra Canuto, Sesau já treinou profissionais nos municípios alagoanos para fazerem a coleta de material biológico de possíveis vítimas, além de já dispor de kits compostos de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) para proteger os profissionais. “Estamos de prontidão e caso existam dúvidas, a população pode acionar o Cievs por meio dos números 3315-2059/1581 - 8882-9752, ou através do e-mail notifica@saude.al.gov.br”.