Por falta de macas, quatro veículos do Serviço Móvel de Atendimento à Urgência (SAMU) entre os 10 disponíveis na Unidade de Saúde passaram toda a tarde de hoje parados e sem previsão de retornar à ativa. “A demanda e trabalho continua sendo grande. Não estamos parados porque está faltando paciente, mas é que como não há macas não temos autorização para sair”, afirmou um profissional do Samu, que preferiu não se identificar.

A reportagem da TN Online deslocou-se ao HWG para averiguar denúncia feita pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores  da Saúde do Estado (Sindsaúde), Sônia Godeiro, que informou haver no local uma carência de utensílios considerados primários e essenciais para o serviço médico-hospitalar, o que estaria prejudicando o atendimento.

“Está faltando fita crepom, sabão, esparadrapo, luvas, as caixas perfuro-cortantes (onde se descartam materiais como bisturis e agulhas), além de Dormonid (pré-anestésico, relaxante muscular e sedativo). Desse jeito a situação não tem melhora”, denunciou. O relato de Sônia referia-se apenas ao setor de ortopedia.

Sem autorização para visitar o interior do hospital, a reportagem conversou com médicos, enfermeiros e profissionais que entravam e saíam do hospital. Duas estudantes do último período do curso de medicina da UFRN, que atuam no setor de reanimação, informaram que estava faltando inclusive as luvas  estereis (utilizadas no manuseio de procedimentos considerados delicados).

Há luvas de procedimento, que são as mais simples. Quando precisamos utilizar as estereis saímos de setor em setor procurando. Se não encontramos em nenhum local não há atendimento”, relataram. Havia, no momento, 12 pacientes no setor de reanimação.

O cirurgião geral Eduardo Ronald confirmou haver a carência de materiais  e disse ainda que não há no HWG o catéter (tubo) subclávia (veia que leva o sangue para o coração). “Estamos limitados em nossos trabalhados porque faltam condições”, observou.