O emprego na construção civil brasileira cresceu 0,87% em março na comparação com o mês anterior, com a abertura de 18.341 novas vagas. O dado é da pesquisa mensal do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos, com base nos dados do Caged/MTE.

 

Foi o terceiro mês consecutivo de alta no emprego na construção. O resultado eleva para 36.733 o número de novas vagas formais abertas no setor este ano – uma alta de 1,76% na comparação com dezembro. O setor empregava, no fim de março, 2.121.690 trabalhadores no país.

 

O diretor de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, adverte, no entanto, que os resultados precisam ser vistos com cautela e não como uma recuperação da crise econômica.

 

“Eles refletem a construção dos empreendimentos lançados e das obras públicas contratadas antes da crise”, afirmou Zaidan em nota. “Portanto, o emprego até pode continuar crescendo mais uns meses no setor, mas só vai se manter no segundo semestre se os juros baixarem mais, se houver uma recuperação dos investimentos, se o Programa Minha Casa Minha Vida tomar velocidade e se a arrecadação crescer permitindo que as contratações de obras públicas se intensifiquem nos níveis da União, dos Estados e dos Municípios.”

 

A maior alta na comparação entre março e fevereiro veio da região Centro-Oeste, onde o emprego registrou alta de 1,37%, com a contratação de mais 2.139 trabalhadores. Na região Sudeste, 14.147 trabalhadores foram contratados, uma alta de 1,2%. Já na região Norte 1.495 postos de trabalho foram fechados, com uma queda de 1,57% na taxa de emprego do setor.

 

No estado de São Paulo, a construção civil contratou 6.710 trabalhadores com carteira assinada em março (aumento de 1,12% em relação ao número de empregados no setor em fevereiro). Na capital paulista, foram contratados em março 3.455 trabalhadores, o que representa um crescimento de 1,19% na força de trabalho do setor no município.