A Petrobras informa que não houve acordo entre a companhia e os sindicatos
dos petroleiros para a suspensão da greve, iniciada na segunda-feira, dia
23. Apesar da nova proposta consensuada entre as partes, depois de dois
dias de negociação, com uma série de avanços em relação às reivindicações
dos sindicatos, não houve entendimento.

A nova proposta incluía aumento substancial do piso da Participação nos
Lucros e Resultados (PLR) e pagamento de hora-extra no feriado de 1º de
maio. Em relação às reivindicações relacionadas à segurança dos
trabalhadores, havia sido proposto a realização de reuniões periódicas
entre as áreas de negócio, além da discussão, em conjunto com os
sindicatos, da implementação das práticas da política e diretrizes
corporativas de SMS.

Sobre a redução de postos de trabalho a Petrobras reafirmou que não havia
nenhuma medida por parte da companhia indicando a redução de postos de
trabalho ou de benefícios em função das orientações sobre otimização de
custos.

O ponto sobre o qual não houve acordo diz respeito à punição pela empresa
aos grevistas que teriam cometido excessos durante o movimento. A Petrobras
propôs que esses casos fossem analisados separadamente. Mas mesmo assim,
não houve consenso neste item.

Balanço  - A Petrobras informa que não houve impacto na produção durante os
quatro dias de movimento. O abastecimento ao mercado é normal e a população
não foi impactada pela greve.

A  Petrobras  reafirma  que  continua  aberta  ao  diálogo  e  acredita  na
negociação para a resolução do impasse.