As forças de segurança da Turquia prenderam pelo menos quatro pessoas suspeitas de ter cometido o ataque que matou 44 pessoas -inclusive os noivos- durante um casamento, na noite anterior, no povoado curdo de Bilge, próximo à cidade de Mardin.

Parentes e amigos estavam no hospital local na madrugada desta terça, procurando informações sobre as vítimas.

Por volta das 21h30 locais de ontem, quatro ou cinco homens encapuzados invadiram as duas casas onde ocorria o casamento e dispararam com metralhadoras contra os presentes de forma indiscriminada durante cerca de 25 minutos.

Seis pessoas ficaram feridas. Entre os mortos, estão 12 crianças com entre 3 e 12 anos.

O casamento era da filha de Cemil Celebi, uma ex-autoridade local, que está entre os feridos. A noiva, Sevgi Celebi, o noivo, Habib Ari, sua mãe e sua irmã foram mortos. O clérigo islâmico que presidia a cerimônia também morreu.

A TV estatal disse que militares cercaram o povoado e interromperam todas as estradas que levavam a ele. Jornalistas foram barrados.

O ministro do Interior da Turquia, Beshir Atalay, descartou o envolvimento do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no ataque.

"Segundo nossas primeiras informações, trata-se de um ataque por hostilidades entre famílias do povoado", disse Atalay.

A possibilidade de um atentado terrorista esteve presente, pois a maioria dos homens que assistia ao casamento era de guardas rurais, paramilitares curdos leais a Ancara que lutam contra o PKK.

A aldeia de Bilge, onde vivem 32 famílias, tem uma população total de 300 pessoas. Uma sobrevivente de 19 anos disse à emissora "NTV" que os autores do ataque dispararam contra todos, e que ela só conseguiu escapar pois se arrastou até um quarto próximo.