Além do uso de máscaras, outro hábito tem recebido atenção nos países em que a gripe suína já faz vítimas: lavar as mãos com mais freqüência. Um estudo realizado por pesquisadores do Hospital das Clínicas de Geneva, na Suíça, indica que o vírus que transmite a gripe consegue sobreviver até 17 dias em notas de papel moeda. Para que isso aconteça, basta que o microorganismo esteja envolto em restos de muco (que podem ter passado ao dinheiro pela saliva, por exemplo).

Nas análises, os cientistas conseguiram atestar a resistência de uma variante comum do vírus influenza (e não daquela que assusta o mundo, causando a gripe suína). A contaminação aconteceria se uma pessoa saudável tocasse uma nota infestada pelo vírus (presente no muco) e levasse as mãos sujas nas proximidades da boca ou do nariz.

Mas não é de hoje que os especialistas alertam para os cuidados com a higiene no manuseio das notas. Um estudo no início da década de 1990 identificou microorganismos causadores de doenças como intoxicação alimentar e pneumonia em 94% das notas de dólar que circulavam nos Estados Unidos.

"Lavar as mãos é muito importante, tanto quanto se alimentar", afirma a infectologista Thaís Guimarães, coordenadora de divulgação da Sociedade Brasileira de Infectologia. A médica ainda alerta para os cuidados com toalhas e sabonetes, que devem ser líquidos. "Sabonetes em barra e toalhas de pano podem deixar a mão mais suja do que antes de ser lavada", diz a especialista.