A produção da indústria brasileira ficou exatamente em linha com o esperado em março e encerrou o primeiro trimestre com o pior resultado desde 1991, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção industrial fechou o primeiro trimestre de 2009 com recuo de 14,7% frente à igual período do ano anterior. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a taxa ficou em recuou 7,9%.

Em relação a fevereiro, a produção subiu 0,7% em março. Na comparação com março de 2008, houve queda de 10%. Para o economista-chefe da Sulamerica, Newton Rosa, a indústria brasileira, embora em patamar melhor que no último trimestre do ano passado, ainda não apresenta uma recuperação e deve fechar o ano em queda.

"Não é ainda uma recuperação. Está melhor que o patamar do fim do ano passado, mas há agora apenas um sinal muito tênue de melhora. Uma retomada vai ficar mais clara a partir do segundo trimestre. Isso porque o consumo tem se mantido relativamente firme, as empresas têm reportado que o grosso do ajuste dos estoques já foi feito, temos um pacote fiscal e juros mais baixos. (Ainda assim), a produção fica negativa no ano, em 4%."

Relatório da consultoria Rosenberg & Associados segue o mesmo raciocínio e descarta cravar uma "recuperação consistente".

"Os dados revelam que o ciclo de ajuste de estoques ainda é forte na indústria e ainda não é possível detectar uma recuperação mais consistente da atividade industrial."