O diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, afirmou nesse sábado que os senadores Romeu Tuma (PTB-SP) e Efraim Moraes (DEM-PB), além do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia, serão ouvidos no processo que apura eventuais desvios nos contratos do Senado para concessão de empréstimo consignado.

Segundo Pedro Ricardo, as recentes declarações do ex-diretor de Recursos Humanos da Casa João Carlos Zoghbi à revista Época “abrem uma nova vertente” nas investigações.

“Todo mundo que está citado mais cedo ou mais tarde terá que ser ouvido. Apesar de terem [Tuma e Efraim] foro privilegiado eles também serão ouvidos”, afirmou ao repórter Marcos Chagas, da Agência Brasil.

O diretor da Polícia do Senado também afirmou que solicitará provas de Zoghbi, sobre suas recentes declarações. “Ninguém é louco de fazer uma acusação dessas sem ter prova.”

Conforme destaca reportagem publicada pela Época, Zoghbi e sua esposa “afirmaram que há corrupção nas contratações do Sistema de Processamento de Dados (Prodasen), na comunicação social, no transporte, na vigilância e no serviço de segurança. Ao falar da área de taquigrafia, são mais específicos: ‘A taquigrafia é um escândalo. O serviço público tem o órgão dele de taquigrafia e contrata uma empresa para taquigrafar e fazer o mesmo serviço’, diz ela”.

De acordo com o casal, Agaciel comandava uma “quadrilha” que controlava os negócios do Senado. “Agaciel deixou o cargo há dois meses, depois da denúncia de que havia registrado uma mansão sua em nome do deputado federal João Maia (PR-RN), seu irmão. ‘Esses anos todos, o Senado tem dono. Um único dono’, diz Denise, sobre Agaciel. ‘Ele é sócio de todas as empresas terceirizadas (que têm contrato com o Senado)’”.  

Na segunda-feira (4) os responsáveis pela investigação vão definir como a Polícia do Senado atuará sobre as denúncias de Zoghbi. Os depoimentos iniciarão nesta semana e devem começar pelos jornalistas de Época.