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A sexta edição da Graciliano, publicação da Cepal/Imprensa Oficial Graciliano Ramos, propõe a seus leitores um olhar sobre a região banhada pelo rio São Fancisco. A viagem feita pela revista – a mais extensa edição já produzida – começa retornando 10 mil anos no tempo em busca de respostas sobre os primeiros habitantes do Baixo São Francisco, em Xingó.

As canoas de tolda, embarcações típicas do rio, também não poderiam ficar de fora. Em reportagem sobre o tema, o leitor poderá conhecer mais sobre o apogeu e a decadência deste meio de transporte que é um símbolo do São Francisco. Há um pouco de história na matéria que remonta o naufrágio do navio Comendador Peixoto.

O rico artesanato do Baixo São Francisco também é abordado nesta Graciliano. Em “O adivinhador de árvores”, a artesã Rejane Rodrigues, da Ilha do Ferro, conta um pouco da história de seu pai, Seu Fernando, famoso por transformar árvores e galhos em poesia. Ela também conta um pouco sobre o Boa Noite, bordado desenvolvido na região e mundialmente requisitado.

Os sabores da região foram registrados em reportagem que evoca os cheiros e texturas da comida típica de Piranhas. A reportagem “Terra Sonâmbula” propõe um novo olhar sobre o isolado e curioso povoado de Pixaim. Em entrevista, Seu Toinho Pescador, um dos maiores defensores da preservação do rio, conta sobre sua vivência em Penedo, relatando sua história de amor pelo Velho Chico.

Há ainda os artigos, que abordam o impacto das barragens, o potencial produtivo do rio e uma questão: de onde vem o nome do município de Pão de Açúcar?. É possível fazer uma viagem pela estrada de ferro de Paulo Afonso e saber sobre os tesouros da região que D. Pedro II não viu, assim como também são apresentados aqueles que ele viu, e registrou minuciosamente em seu célebre diário.

Nos depoimentos, destaque para o relato dos artistas plásticos Maria Amélia Vieira e Dalton Costa sobre a vivência com artesãos populares do São Francisco.

As fotografias do francês Pierre Verger - sob análise dos historiadores Carmem Lucia Dantas e Douglas Apratto - e do alagoano Celso Brandão, que assina a capa da revista, permitem que o leitor se deleite com as belíssimas paisagens que podem ser encontradas por toda a extensão do Velho Chico.

Para o diretor presidente da Cepal/Imprensa Oficial Graciliano Ramos, Moisés de Aguiar, a edição é uma forma de resgatar a memória do estado e de manter viva a cultura e história do povo ribeirinho.

Essa edição da revista será encartada ao Diário Oficial e disponível nas bancas de Maceió a partir desta quinta-feira (8).