O ano de 2008 registrou um número maior de acidentes aéreos do que o anterior, conforme levantamento da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) que foi divulgado nesta quinta-feira. Em contrapartida, porém, o número de mortes foi menor. Em 2008, 502 pessoas morreram em 109 acidentes enquanto, em 2007, foram 692 mortes em 100 ocorrências.

Entre os acidentes, 25% ocorreram por saídas da pista e nos momentos de decolagem ou aterrissagem. Em 30%, uma deficiente gestão da segurança local contribuiu.

"Segurança é a prioridade número um da indústria. As estatísticas confirmam que viajar de avião é uma das coisas mais seguras que uma pessoa pode fazer", afirmou o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani.

"Nosso recorde de segurança é impressionante, mas o acidente em Buffalo [nos Estados Unidos] na semana passada [no qual 49 pessoas a bordo e uma em terra morreram] e as 502 mortes em acidentes aéreos em 2008 são tragédias humanas que nos lembram que a segurança é um desafio constante e que sempre devemos tentar fazer melhor."

O custo econômico destes acidentes aéreos foi de US$ 4 bilhões em 2008.