Quatorze anos depois, o empresário Marco Aurélio da Rocha é submetido a júri popular pela tentativa de homicídio da ex-namorada Rosanna Chiappetta. O crime aconteceu no dia 6 de dezembro, no bairro Pajuçara, em Maceió, depois que Marco Aurélio seguiu a vítima até eles pararem em um estacionamento. Em depoimento, Rosanna detalhou como tudo aconteceu.

Segundo ela, o ex-namorado a abordou quando o sinal do Riacho Salgadinho ficou vermelho e ele saiu do carro dele e entrou no dela. Depois de uma pequena conversa ela disse que eles iam parar em um lugar para conversar.

“Eu na verdade nem vi que tinha alguém me seguindo. Quando ele entrou no carro, me assustei, mas ele disse que queria muito falar com urgência. Naquela hora a minha idéia era de dizer que a gente ia conversar, mas eu queria ir pra casa, mas ele foi me cortando o tempo todo foi quando eu parei no estacionamento na Pajuçara”.   

Sobre o relacionamento Rosanna Chiappetta contou que eles passaram um ano juntos, mas que terminou o namoro quando descobriu que Marco Aurélio era casado. Na época ela tinha 25 anos e cursava Administração. Com o fim do namoro, Rosanna dissse ainda que dias antes do crime ele chegou a agredi-la.   

“Quando ele entrou no carro, já dentro do estacionamento, conversamos cerca de 20 minutos, mas quando ele viu que eu não ia reatar o namoro ele abriu a camisa pegou a arma e apontou para o meu abdômen. Quando eu tentei acalmá-lo foi quando ele se descontrolou e repetia sempre que não conseguia viver sem mim e que se eu não fosse dele não seria de mais ninguém”, relatou  

Neste momento segundo Rosanna, foram disparados três tiros a queima roupa, no abdômen, quando ela tentou a abrir a porta, mas não tinha mais força. Rossane ainda chegou a caiu batendo o rosto no chão quebrando alguns dentes da frente, foi quando Marco disparou o quarto tiro.  “A intenção dele era me matar”, afirmou Rossanna  

Rossanna foi socorrida por uma pessoa que estava no carro ao lado. Ela passou mais de 30 dias internada. Com o atentado ela ficou paraplégica, perdeu o baço além de ter dito várias complicações devido às perfurações.  Marco Aurélio chegou a ser julgado em 1998, mas foi absorvido por alegar que a arma disparou quando eles discutiam e foi em legítima defesa.  O júri estar sendo comandado pelo juiz Geraldo Amorim 9ª Vara Criminal, que dever perlongar por todo dia.