O governador de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), alvo de processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está envolvido em mais uma acusação de crime eleitoral, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo deste domingo (26). Desta vez, ele é investigado por ter distribuído materiais esportivos, como bolas e camisas, para candidatos aliados fazerem campanha nas disputas municipais do ano passado.

 

Segundo documentos obtidos pela publicação, uma parte do material teria sido entregue na residência oficial do governador, no gabinete da primeira-dama e, também, destinada aos deputados federais aliados Osvaldo Reis, presidente do PMDB de Tocantins, e João Oliveira, presidente do DEM no Estado.

 

O Ministério Público Federal já requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito para investigar o suposto crime eleitoral, conforme a Folha de S. Paulo. Em março, o procurador encarregado dela apuração, Alexandre Moreira Tavares dos Santos, ouviu o depoimento de Warlen Honório dos Santos, um dos funcionários da Secretaria de Esportes escalado para fazer a entrega dos equipamentos.

 

Warlen afirmou, segundo a publicação, que a secretaria teria distribuído materiais esportivos para candidatos e políticos ligados ao governo do Estado. O funcionário ainda teria afirmado que ele próprio era o encarregado de fazer a distribuição dos equipamentos, adquiridos pelo governo estadual por cerca de R$ 1,5 milhão.

 

O deputado João Oliveira confirmou que sempre pegou material esportivo distribuído pelo governo do Estado para atender associações e instituições de caridade. No entanto, disse que não recebeu o equipamento durante período eleitoral.

 

O TSE julga o governador por abuso de poder econômico, compra de votos e conduta vedada a agente público nas disputas de 2006, quando foi reeleito. O político nega todas as acusações. Em março, a Procuradoria Geral Eleitoral deu parecer favorável à cassação de Miranda, de acordo com a publicação.