No dia 24 de abril, sábado, acontecerá no Teatro Linda Mascarenhas, em Maceió, a 3ª Mostra Alagoana Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto - Encontros e Práticas em Maceió, quando multiplicadores da metodologia criada pelo teatrólogo Augusto Boal – que pouco antes de falecer, em 2009, foi nomeado embaixador mundial do teatro pela Unesco –, reúnem-se para discutir seus saberes e práticas realizadas neste Estado desde 2008.

 

Durante o evento o público vai assistir a duas peças teatrais encenadas por grupos de Alagoas. Ao final de cada apresentação alguns dos espectadores serão convidados a entrar em cena e, trocando de lugar com o protagonista, mostrar alternativas aos problemas encenados. Nas peças os atores encenam episódios da vida como ela é.

 

Neste dia acontece também: o lançamento do livro póstumo do teatrólogo e ensaísta Augusto Boal, A Estética do Oprimido, considerado o testamento artístico do teatrólogo; exposição de produtos artísticos produzidos pelos grupos locais; palestra sobre a metodologia. No dia anterior, sexta-feira, acontece uma oficina da Estética do Oprimido para 30 pessoas, que deverão se inscrever previamente.

 

“O espectador (ou espect-ator) da sessão de Teatro-Fórum não é um consumidor do bem cultural, mas sim um ativo interlocutor que é convidado a assumir o papel do oprimido ou de seus aliados para interagir na ação dramática de maneira a apresentar alternativas para transformar a realidade – ser ator de sua própria vida”, diz a professora Claudete Felix, curinga do Centro de Teatro do Oprimido desde 1986.

 

A 3ª Mostra Alagoana Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto - Encontros e Práticas em Maceió – que integra as atividades do Projeto Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto, patrocinado pelo Ministério da Cultura por intermédio do Programa Cultura Viva –, é uma realização do Centro de Teatro do Oprimido (www.cto.org.br) em parceria com a Rede Alagoana de Teatro do Oprimido e o SINDPREV, produção do LATO (Laboratório Alagoano de Teatro do Oprimido), com apoio da Associação Artística Saudáveis Subversivos, SINTEAL, UFAL e do IZP.

 

O Teatro do Oprimido Alagoano

 

Praticante do Teatro do Oprimido, multiplicador capacitado pelo Centro de Teatro do Oprimido, Udson Pinheiro nos conta que “em 2008, o Centro de Teatro do Oprimido (CTO) formou 102 multiplicadores do Teatro do Oprimido oriundos de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Destes, 35 são de Alagoas e foram responsáveis pela formação de 25 grupos populares distribuídos por 10 municípios. Em 2009, um grupo destes multiplicadores criou o LATO - Laboratório Alagoano de Teatro do Oprimido, para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo CTO. Desde então o LATO realizou oficinas de médio e longo prazo para diversos públicos na cidade de Maceió: jovens catadores de lixo da ONG Guerreiros da Vila; universitários da UFAL, CESMAC e UNCISAL; estudantes de escolas públicas; jovens e adultos da Vila dos Pescadores de Jaraguá; movimento LGBT de Maceió; e crianças do Grupo Revolucionarte do bairro Vergel do Lago.”

 

O Centro de Teatro do Oprimido

 

A filosofia e as ações do Centro de Teatro do Oprimido (www.cto.org.br) visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido como meio, da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. A instituição implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam à transformação da realidade a partir do diálogo e através de meios estéticos. Dessa forma, desenvolve projetos na área da educação, saúde mental, sistema prisional, pontos de cultura, movimentos sociais, comunidades, entre outros. Por conta de sua natureza humanística e do potencial do Teatro do Oprimido, está atuante em todo o Brasil e em países como Moçambique, Guiné Bissau, Angola e Senegal.

 

SERVIÇO

 

3ª Mostra Alagoana Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto - Encontros e Práticas em Maceió

Local: Teatro Linda Mascarenhas (ao lado do CEPA)

Endereço: Avenida Fernandes Lima nº 1047, Farol. Tel. 3218-8609

Capacidade de público: 100 pessoas

Dias 23, 24 e 25 de abril

Horário: veja na programação abaixo

Classificação indicativa: LIVRE

Ingressos GRÁTIS


Programação do dia 23 de abril (sexta-feira):

13 às 18h – Oficina da Estética do Oprimido com Claudete Felix, curinga do Centro de Teatro do Oprimido desde 1986, e o multiplicador Wellington Costa. Apenas 30 pessoas participam desta oficina. Inscrições prévias pelos telefones 8831-6005 (Udson) ou 9333-0559 (Kelly) ou e-mail lato.alagoas@gmail.com

 

Programação do dia 24 de abril (sábado):

13:00h – Abertura da exposição A Estética do Oprimido

18:00h – Abertura com palavra de ativistas do Teatro do Oprimido em Alagoas.

18:15h – Lançamento do livro póstumo de Augusto Boal, A Estética do Oprimido, com palestra da professora Claudete Félix, curinga do Centro de Teatro do Oprimido desde 1986, que discursará a respeito da aplicação da técnica.

19:00h – Apresentação do espetáculo de Teatro-Fórum “Líder Negativo”, com o Grupo LATO. Sinopse: Robson é um garoto esforçado, que se dá bem nos estudos e é líder nos esportes em sua escola, mas ele não é visto com bons olhos pelo diretor e pela coordenadora pedagógica, por acreditarem que o garoto é homossexual. Sobre o Grupo: O Grupo LATO é formado por integrantes do Laboratório Alagoano de Teatro do Oprimido.

20:00h – Apresentação do espetáculo de Teatro-Fórum "A Saúde é Municipal, Estadual ou Federal?", com o Grupo de Teatro do Oprimido SINDPREV. Sinopse: Um menino tem sua mão direita dilacerada ao brincar com fogos de artifício. No Hospital, onde também encontraram outras pessoas em situação de emergência, o plano de saúde da família não cobre esse tipo de emergência. Sobre o Grupo: O Grupo é formado por usuários do SINDPREV.

21:00h – Encerramento

 

Programação do dia 25 de abril (domingo):

10 às 13h – Encontro de praticantes de Teatro do Oprimido do Estado de Alagoas. Inscrições prévias pelos telefones 8831-6005 (Udson) ou 9333-0559 (Kelly) ou lato.alagoas@gmail.com