Divulgação Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Um acervo de cultura e resistência. São crianças, jovens, adultos e idosos. Verdadeiras comunidades de negros e – também albinos - quilombolas espalhados por Alagoas. Famílias que guardam um pouco da história da época em que os escravos procuravam um lugar sossegado para organizar uma nova vida.

 

Os costumes e tradições dos remanescentes quilombolas no Estado estão registrados em mais de 3 mil fotografias. A documentação visual é resultado do mapeamento etnográfico realizado pelo Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral). Em forma de exposição itinerante, as fotos estarão no próximo sábado (10) no município de Pariconha, distante 354 km de Maceió

 

A cidade de Pariconha possui três comunidades quilombolas: Burniu, Malhada Vermelha e Melancias. As duas primeiras já foram reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares. Melancias está em processo de trabalho pelo Iteral. De 5 a 11 de abril a cidade comemora 18 anos de emancipação política.

 

“Além da exposição, faremos uma apresentação de slides com fotos e pequenos textos com a história de cada comunidade. Também será apresentado um vídeo etnográfico”, explicou a socióloga Sandreanna Melo, responsável pelo registro imagético do Iteral.

 

Sandreana iniciou o trabalho com quilombolas em 2008, mas trabalha há seis anos com fotografia. Faz parte do Laboratório de Antropologia Visual de Alagoas de Alagoas. Tem cursos com professores e antropólogos como Milton Guran, Siloé Amorim e o fotógrafo alagoano Celso Brandão.