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O arquiteto italiano Luigi Guiseppe Lucarini (1842-1907) é um exemplo de inovação profissional que ficou marcado na cultura do Estado de Alagoas. Seu nome pode não ser conhecido da maioria dos alagoanos, porém suas obras, além de vivas no imaginário popular, fazem parte dos cartões-postais do Estado. Um exemplo é o Palácio Floriano Peixoto, antiga sede do Executivo, agora transformada em museu.

Para homenagear Lucarini, a organizadora Vânia Luiza Barreiros Amorim, com colaboração de Vinícius Cavalcante Palmeira, estão lançando a obra Luigi Lucarini: Vida e Obra. O livro traz — além da biografia do arquiteto, que teve passagem significativa por Alagoas, no final do século XIX — sua importante contribuição para o Estado, com projetos que servem de referência nos dias atuais.

Entendendo a importância da obra, a empresa Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal/AL) abraçou e contribuiu com a ideia, disponibilizando seu acervo para as pesquisas de Vânia Amorim. Com isto, o livro pôde trazer ilustrações de obras importantes de Luigi Lucarini, como o projeto arquitetônico do Palácio Museu Floriano Peixoto e as plantas do antigo Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas.

Vale ressaltar, que Lucarini também deixou sua marca na cidade histórica de Penedo, no Baixo São Francisco. O arquiteto projetou o Mercado Público da cidade e o Teatro Sete de Setembro. A obra de Vânia Amorim é rica em imagens e informações. O livro é o primeiro registro oficial sobre o arquiteto.

A publicação é resultado de três anos de pesquisas realizadas em Maceió, Penedo, Rio de Janeiro, Nápoles, Roma e Lucca, cidade em que o arquiteto nasceu. Idealizado pelo Instituto do Desenvolvimento Humano (Idesh), por meio de Recursos do Ministério da Cultura (MinC), a obra tem texto final do jornalista Plínio Lins.