Com nove prêmios Cesar (o Oscar francês), O profeta arrasou a concorrência. Drama de um jovem imigrante em uma prisão francesa, o longa de Jacques Audiard conquistou, na noite de sábado, as principais categorias da cerimônia: Filme, Diretor, Roteiro, e Ator – para o até pouco tempo jovem desconhecido Tahar Rahim, que também recebeu a estatueta de intérprete revelação. Além disso, a produção já havia recebido o Prêmio do Júri, em Cannes, e sido indicada para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Com lançamento previsto para 30 de abril nas salas brasileiras, O profeta esmiuça a trajetória de um criminoso, desde seu começo na delinquência até sua ascensão no mundo do crime organizado. O sucesso crítico e comercial (mais de 1,2 milhões de espectadores) indica uma retomada forte do cinema de realismo social. Com exceção de As ervas daninhas, de Alain Resnais, os demais longas indicados se apoiam neste estilo cinematográfico.

Com o novo sucesso na 25ª edição da cerimônia, o diretor ainda bateu um recorde pessoal. Desta vez, levou um prêmio a mais que os oito de seu filme anterior, De tanto bater, meu coração parou (2006). Mas ainda não alcançou as 10 estatuetas conquistadas por O ultimo metrô, de François Truffaut, e Cyrano de Bergerac, maiores vencedores até hoje.

Isabelle Adjani foi eleita a Melhor Atriz da temporada por seu papel em La journée de la jupe. Grand Torino, dirigido pelo americano Clint Eastwood, foi escolhido como a melhor Produção Estrangeira do ano. Harrison Ford recebeu um prêmio especial pelo conjunto de sua obra. Outros americanos, como Sigourney Weaver, acompanharam a festa.