O banqueiro Daniel Dantas apresentou na CPI dos Grampos nesta quinta-feira (16) um laudo para tentar mostrar que a gravação de uma tentativa de suborno a um delegado da Polícia Federal seria falsa. Dantas foi condenado em primeira instância por esta tentativa de suborno, mas destaca que o laudo não ficou pronto a tempo do julgamento feito pelo juiz Fausto de Sanctis. O perito particular Ricardo Molina é o autor do laudo.



Dantas depõe protegido por um habeas corpus que garante o direito de não responder perguntas que possam o incriminar, além de não poder ser preso na CPI. Ele está acompanhado por três advogados na comissão, que o ajudam a responder questionamentos.

A gravação em vídeo mostra um encontro entre o ex-presidente da Brasil Telecom e assessor de Dantas, Humberto Braz, o professor Hugo Chicaroni, e o delegado Victor Hugo Rodrigues Alves. No encontro, estaria sendo negociado a tentativa de suborno, que seria de US$ 1 milhão. Gravações de áudio mostrariam a negociação entre eles.

Segundo Dantas, o vídeo não corresponde ao áudio. Ele afirma que o laudo entregue à CPI mostra que a voz atribuída a Humberto Braz não seria do ex-presidente da Brasil Telecom.

“Isso é uma armação, este crime não houve. O laudo não foi apresentado na época do julgamento porque ainda não estava pronto”, disse o banqueiro.

Dantas destacou o fato de que em uma das gravações o professor Hugo Chicaroni fala que o suborno era para retirar da Operação Satiagraha era para retirar o nome de Dantas, sua irmã e seu filho. O banqueiro ressalta que não tem filho.

Ele enfatizou também o fato de que o delegado Protógenes Queiroz, que presidiu a Operação, não aparece nos grampos e teria dito em depoimento à justiça que a Abin não participou da Satiagraha, o que admitiu posteriormente.