O goveno estadual ragiu em uma nota as declarações do presidente da OAB, Omar Coelho que ao receber o Sindicato dos Médicos declarou que o secretário estadual de saúde seria forasteiro e insensível.

Na nota assinada pelo governo é feito um repúdio pela forma pejorativa e irresponsável que o presidente da OAB trata da questão. Nos bastidores o Cadaminuto apurou que a declaração de Omar Coelho irritou profundamente alguns integrantes do Palácio que pressionaram o governador durante todo o dia para que desse uma resposta contundente ao advogado.

"Este rapaz que é filiado ao DEM e fez de tudo para ser indicado vice na chapa de Cícero Almeida quer politizar a questão e fica usando a Ordem dos Advogados de Alagoas para catapultar seus projetos pessoais" disse um assessor direto do governador ouvido pela nossa reportagem.

Veja abaixo as duas notas, tanto a do Governo como a da OAB:

Nota do Governo Estadual

O Governo do Estado de Alagoas vem a público repudiar matéria publicada na última terça-feira, 14, no site oficial da Ordem dos Advogados do Brasil — Seccional de Alagoas, em que foram dirigidas várias acusações inverídicas e sem fundamento contra o governo de Alagoas, mais precisamente, contra a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), inclusive rotulando o secretário Herbert Mota de forma irresponsável e pejorativa.

É lamentável que o presidente de uma entidade pública, de enorme relevância para o cenário da política nacional, tenha se posicionado dessa maneira, sem ouvir a posição do governo do Estado.

O governo de Alagoas vem depositando esforços no sentido de chegar a um acordo em relação à questão do aumento salarial dos servidores da saúde, que não são médicos. Em relação à categoria médica, foram apresentadas várias propostas que não foram aceitas pela categoria.

Não obstante, o governo continua com canal aberto ao diálogo para negociação e estuda formas para atender as reivindicações com base nos interesses da categoria, porém sem comprometer o bom andamento da assistência médico-hospitalar à população alagoana

NOTA da OAB

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas, Omar Coêlho de Mello, disse que vai responsabilizar o Governo do Estado pelo “silêncio” diante do indicativo de desligamento definitivo dos médicos da Maternidade Escola Santa Mônica, caso aconteça algum problema grave ou morte de algum paciente.

“O governo precisa se sensibilizar com a situação dos médicos e agendar uma reunião para discutir as reivindicações da categoria”, disse Omar Coêlho, em reunião na manhã de hoje com representantes do Sindicato dos Médicos (Sinmed), ocorrida na sala da presidência da OAB/AL.

“A OAB vai responsabilizar o governo diante da insensibilidade de um ‘forasteiro’ que se encontra na chefia da saúde de Alagoas”, afirmou o presidente da Ordem.

Quanto à implantação de um modelo de administração público-privada, a OAB/AL é contra a adoção e caso a idéia venha se concretizar, o presidente da seccional alagoana garantiu que entrará com recurso na Justiça.

Durante a reunião, o presidente do Sinmed, Wellington Galvão, relatou para o presidente da OAB/AL a situação em que se encontra a rede estadual de saúde no Estado. Além disso, Wellington Galvão entregou um relatório de três páginas detalhando situações relacionadas às deficiências das unidades de saúde, como escassez de médicos, sobrecarga de trabalho, salários baixos, entre outros problemas.

“As unidades de atendimento que compõem a rede estadual de saúde apresentam hoje todo tipo de deficiência, desde a carência de médicos plantonistas de todas as especialidades e de pessoal de apoio ao trabalho médico, desorganização administrativa, falta de medicamentos, falta de insumos, equipamentos sem manutenção e carência de equipamentos básicos”, disse Wellington Galvão.

Estiveram presentes na reunião a diretora do Sinmed, Edilma Barbosa, e a advogada Gorete Araújo.