O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu ontem (14), que "tem a intenção" de fazer com que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, seja a candidata do PT à Presidência da República em 2010, com o apoio de outros partidos. Em entrevista ao programa "Show do Antonio Carlos", da Rádio Globo AM, Lula afirmou que "fazer o sucessor é uma tarefa gigantesca", mas que a virtual vitória de Dilma "dependerá do trabalho de cada brasileiro e de cada brasileira".

 

Ele disse também que é "bobagem" imaginar que daqui a quatro anos poderá voltar ao cargo. "Rei morto, rei posto. Eu tenho é de me contentar e agradecer a Deus porque eu já fui presidente oito anos, eleito duas vezes com mais de 60% dos votos", declarou.

 

Lula prosseguiu afirmando que deseja que o próximo presidente faça mais do que ele, "com mais competência, e que faça melhor". "Que o povo não tenha saudade de mim, mas tenha saudade do que a pessoa (próximo presidente) fez", acentuou.

 

O presidente ainda falou no programa de rádio sobre a crise econômica global. De acordo com Lula, o Brasil é o País mais sólido do mundo em meio à crise. Segundo ele, entre os fatores que ajudam, estão o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o projeto de moradias que prevê construir um milhão de casas, a redução temporária do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros novos, o estímulo à construção civil, entre outros. "Estamos cuidando da construção civil para que a economia, quando terminar a crise, volte muito mais forte do que ela estava em julho de 2008."

 

Lula admitiu ainda, na entrevista à Rádio Globo AM, que o prazo para a entrega das residências do plano habitacional depende dos empresários. "Depende de quem tiver capacidade de fazer, porque o dinheiro nós temos, disponibilizamos os subsídios", acrescentou.