O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou, nesta terça-feira (14), durante visita à feira de equipamentos militares Latin America Aero & Defence, no Riocentro, na Zona Oeste do Rio, que pretende adotar mudanças na política de aviação, licitando linhas com baixa frequência de voos para criar um novo mercado com tarifas mais baixas.

“Queremos estimular mecanismos para criar esse mercado”, afirmou, acrescentando que também está em estudo a criação de um voo para a África, já que nenhuma empresa brasileira opera naquele continente.

O ministro ressaltou que a medida não é intervencionista, mas de busca de resultados. Ele afirmou ainda que estão mantidos os investimentos de curto prazo da ordem de R$ 325 milhões para modernização dos aeroportos, citando as obras previstas para o terminal 1 do Galeão, no Rio, de Vitória, Guarulhos, Goiânia e Macapá.

Sobre a participação do Brasil em produção de tecnologia estratégica na área militar, Jobim disse que o país não “quer ser um mero comprador, mas estabelecer parcerias para desenvolver a indústria nacional”. Ele lembrou a negociação com a França para a construção de 50 helicópteros no Brasil.

O ministro acredita que o Plano Estratégico da Defesa não será afetado pela crise econômica mundial, já que os projetos são de longo prazo e, a crise, disse, “espera-se que seja de curto prazo”.

“Vamos ter uma coesão das Forças. Com integração, gerida pelo Ministério da Defesa, vamos desenvolver tecnologia e triplicar a capacidade dos centros tecnológicos. Queremos adotar uma política de capacitação nacional em alta tecnologia”, afirmou, após visitar a feira.

Jobim garantiu que o reajuste dos militares está mantido. O acordo salarial prevê reajustes de até 40% para oficiais quatro estrelas e de até 130% para recrutas. Os pagamentos serão feitos até 2010.

Nesta tarde de terça-feira (14), foi anunciado a assinatura de contratos para compras de aviões para a Aeronáutica e Marinha.