O vereador de São Paulo Ushitaro Kamia (DEM) pediu para o Ministério Público de São Paulo adiar o depoimento que deverá prestar para explicar porque não declarou uma mansão de R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral. O depoimento está marcado para a próxima segunda-feira (13), às 10h.

 

Kamia comunicou o pedido de adiamento ao líder da bancada do DEM na Câmara Municipal de São Paulo, vereador Carlos Apolinário. No comunicado, Kamia diz que foi surpreendido com a intimação para esclarecer os fatos que só soube pela imprensa.

 

O vereador explica no documento que pediu adiamento porque, devido ao feriado prolongado de Páscoa, não teve acesso ao inquérito para "conhecer a acusação e esclarecer adequadamente os fatos".

 

O promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes decidiu convocar o vereador após assistir a uma reportagem da TV Bandeirantes, que denunciou o parlamentar.

 

A reportagem da TV mostra uma casa em um condomínio na serra da Cantareira com arquitetura semelhante à de um templo ou palácio japonês.

 

Em entrevista à TV, Kamia confirmou que o imóvel lhe pertence mas que está sendo passado para seu nome. O vereador disse que a mansão está no nome de um cunhado. Questionado sobre o valor do imóvel, o parlamentar disse desconhecer a quantia. "Eu não sei quanto vale a minha casa", afirmou à reportagem.

 

Na página do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aparece a declaração de bens de Kamia no valor de pouco mais de R$ 198 mil. Ele declarou um apartamento no Tucuruvi (zona norte), no valor de aproximadamente R$ 118 mil e três carros, avaliados em R$ 18 mil, R$ 49 mil e R$ 13 mil.