Os contratos futuros do petróleo operam em queda, pressionados pelo declínio do mercado de ações e pela perspectiva de um novo aumento nos estoques norte-americanos do produto nesta semana, de acordo com operadores. Além disso, a ameaça de greve dos funcionários do setor petrolífero na Nigéria - um dos fatores que contribuiu para o avanço dos preços ontem - não foi concretizada e influenciou o mercado.

Às 12h43 (de Brasília), o contrato do petróleo para maio negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía US$ 0,92, ou 1,71%, para US$ 52,88 o barril. Em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent para maio recuava US$ 0,72, ou 1,35%, para US$ 52,75 o barril.

Ontem o petróleo registrou o maior fechamento deste ano, de US$ 53,80 o barril, na Nymex. Os preços receberam impulso do mercado de ações norte-americano, que por sua vez teve um forte avanço após o Departamento do Tesouro detalhar um plano para retirar ativos tóxicos do sistema financeiro.

Hoje as bolsas dos EUA operam em queda e os futuros do petróleo acompanham o movimento. "Acho que a oscilação de ontem não foi garantida e foi conduzida basicamente pelo mercado de ações", disse Kyle Cooper, diretor de pesquisas da IAF Advisors. "Os mercados de ações estão em baixa hoje."

Segundo Tom Bentz, operador e analista do BNP Paribas, "nada mudou em termos de fundamentos para o petróleo, mas acredito que os dados sobre os estoques nesta semana devem pressionar os preços".

Às 17h30 (de Brasília), o American Petroleum Institute (API) divulgará seu relatório semanal sobre a posição dos estoques comerciais de petróleo dos EUA. O Departamento de Energia do país (DOE) publicará o relatório oficial a respeito dos estoques na quarta-feira, às 11h30 (de Brasília). As informações são da Dow Jones.