O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Material de Construção (Abramat), Melvyn Fox, que participou ontem (8) da quarta reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), no Ministério da Fazenda, pediu, aos integrantes da equipe econômica, um prazo maior para o IPI reduzido para o setor. A medida, que vale até junho, foi anunciada no fim de março, em conjunto com a prorrogação do IPI reduzido para automóveis.

 

"O IPI reduzido por três meses é insuficiente. O prazo de construção demora de 6 meses, para reformas, a dois anos, para edificações maiores. O ideal seria um imposto reduzido por um prazo de um ano a um ano e meio", afirmou Fox. Segundo ele, o governo ficou de avaliar o pedido durante o período no qual o benefício já foi concedido, ou seja, até o fim de junho.  Nestes três meses no qual a medida estará vigente, a expectativa do governo é de arrecadar R$ 257 milhões a menos.

 

Além do prazo maior, a Abramat pediu ainda, segundo o seu presidente, Melvyn Fox, uma ampliação da lista de produtos beneficiados. Atualmente, o benefício vale para cerca de 20 grupos de produtos, como revestimentos, tintas e cimento, entre outros.

 

O setor pede que sejam incluídos, ainda, telhas onduladas, vidros, arames, conexões, pregos, cerâmicas, pisos laminados, placas de gesso, tomadas e resistências de duchas para chuveiros, entre outros. Segundo ele, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou de dar uma resposta nos próximos dias.

 

Já o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, também presidente à reunião do GAC no Ministério da Fazenda, informou esperar que saia, até a próxima segunda-feira (13), a liberação dos R$ 3 bilhões prometidos pelo governo, por meio da Caixa Econômica Federal, para capital de giro das construtoras.

 

Anunciada em outubro do no passado, com recursos da caderneta de poupança, a medida, segundo ele informou, contou com poucos recursos emprestados até o momento. "Esperamos que a Caixa descomplique as garantias para termos acesso ao crédito", afirmou Safady a jornalistas.

 

De acordo com o presidente da CBIC, a regulamentação do pacote habitacional do governo, cujo objetivo é de construir um milhão de moradias populares, deve sair também na segunda-feira da próxima semana.

 

A expectativa de Safady é que sejam contratadas 650 mil unidades até junho do ano que vem, para trabalhadores com um a dez salários mínimos de renda. "O programa é bastante positivo", acrescentou.