Representantes de centrais sindicais rechaçaram em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem (8) a proposta do Ministério da Fazenda que prevê redução de alguns direitos trabalhistas –entre eles a contribuição patronal para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em troca da garantia dos empregos. A proposta prevê ainda a redução de encargos sobre a folha de pagamento.

 

Segundo os sindicalistas, as centrais se negam inclusive a tratar do assunto com o Ministério da Fazenda. “A crise não é generalizada. Fazer uma medida dessas proposta pelo Guido Mantega [ministro da Fazenda], que consideramos fantasma da Semana Santa que foi enterrado hoje, significa dizer que o governo admite crise generalizada e que precisava mexer com direito de trabalhador para vencer a crise. Uma coisa de maluco”, disse o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho.

 

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique da Silva Santos, também atacou a proposta. “Abrimos a reunião falando que teria reunião na semana que vem com o Guido para tratar desse assunto e nós achamos que essa é uma medida que não constrói no momento. Mexer com direitos nesse momento é extremamente delicado”, argumentou.

 

Segundo eles, o presidente Lula entendeu o recado e disse que “não há hipótese de discutir uma proposta dessas se as centrais não querem”.

 

Nessa proposta desenhada pela Fazenda, as empresas podem reduzir em até 20% a jornada de trabalho sem cortar salários. Para compensar a empresa, o governo aceita diminuir o recolhimento de parte dos tributos cobrados sobre a folha salarial.