Uma pesquisa divulgada hoje (7) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 505 municípios ainda não têm nenhuma agência bancária – 9% das cerca de 5,56 mil cidades brasileiras. O estudo Transformações na Indústria Bancária Brasileira e o Cenário de Crise indica que a média nas capitais é de uma agência para cada grupo de 6.124 pessoas. Já para o restante do país – 66,1% da população – a média chega a ser de uma unidade para cada 11.873 habitantes.

Além disso, o levantamento mostra que é maior o grau de concentração de agências nas capitais do país. Em 2006, elas responderam por 33,9% do total, embora representassem apenas 24,2% da população.

“É latente a desigualdade na oferta de serviços entre regiões, estados, municípios e no interior, quando existe comparação com as capitais de estados”, afirma o relatório. Dados do Ipea indicam que na Espanha, a média é de uma agência para cada mil pessoas; em Portugal, uma para cada 2 mil; e nos Estados Unidos, uma para cada 3,3 mil.

O estudo indica a evolução da concentração bancária no Brasil desde os anos 90, a divisão dos ativos e dos depósitos entre as 20 maiores instituições no país, a repartição entre bancos públicos, privados e estrangeiros e mostra ainda a concentração desigual de agências e do crédito, por grandes regiões e por estado.