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Foi em uma caverna — lapa ou gruta — que se recolheu a Sagrada Família para o nascimento do menino Jesus. A cena está descrita no Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo, e é representada em diversas formas de arte espalhadas pelo mundo.

Por aqui, o capelense João das Alagoas é um veterano na arte de confeccionar lapinhas. Há oito anos, João repassa a arte das esculturas em cerâmica para um grupo de artistas com idades que variam entre 12 e 35 anos. As técnicas já foram assimiladas e serão conferidas na exposição Lapinha dos Ceramistas da Capela, que vai de 10 de dezembro a 9 de janeiro, no Museu Théo Brandão, em Jaraguá.

Composta por esculturas de barro que variam de 15 a 30 centímetros, a mostra é uma prova de que a união entre cultura popular e fé dá certo. O sucesso desse casamento também pode ser conferido nos Museus de Cerâmica do México e Museu AfroBrasil de São Paulo.

“Neste Natal, também estamos com peças na entrada de um supermercado da Ponta Verde. A nossa ideia é que as lapinhas se tornem uma tradição da cidade de Capela e que as pessoas preservem esse costume”, disse a artista Sil Capela, mostrando que, se depender do grupo Arte do Barro João das Alagoas, muitos outros natais também terão a marca da arte alagoana.