“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, já dizia o químico francês Antoine Lavoisier. Quase três séculos já se foram desde a morte de seu criador, mas a célebre frase continua bem atual para a professora Mônica Sarmento. Com uma criatividade de dar inveja aos maiores pensadores, ela comanda, durante toda esta semana, uma oficina de reciclagem para servidores estaduais.

O que para muita gente é lixo, para ela pode virar arte, gerar renda e, porque não, dar vida aos mais inimagináveis brinquedos. Pois é com uma visão peculiar e com mãos ágeis que ela passa a técnica de transformar objetos sem utilidade em algo de valor para muitas crianças — a mesa recheada de robôs, bonecas e carrinhos logo denuncia a premissa.

Ao todo, 29 pessoas, que, há alguns meses, passaram pela oficina Reciclar com Criatividade, ministrada pela design capixaba Flávia Calixto, participam da oficina. Segundo Mônica, cada um é livre para soltar a imaginação. “Estou aqui apenas para ensinar. Depois que eles aprendem, têm suas próprias ideias e vão fazendo coisas diferentes”, diz ela.

O resultado da atividade — promovida pelas Secretarias de Estado da Fazenda (Sefaz) e da Educação (SEE), em parceira com o Procon e com o Instituto do Meio Ambiente (IMA) — vai para uma causa nobre: a doação. Todos os brinquedos confeccionados já têm destino certo e serão doados à Sociedade Amiga, instituição de interesse público municipal e estadual localizada no Jacintinho.

Ao final do curso, uma solenidade simbólica vai marcar a entrega do material. A festa, que acontece no Teatro do Colégio Marista na sexta-feira, será aberta à população e a entrada é gratuita (basta doar um quilo de alimento não perecível). Além disso, também está sendo programada uma cerimônia, ainda para o mês de dezembro, para a entrega oficial das peças.

“O objetivo da ação é incentivar a reciclagem do lixo urbano e alertar as pessoas sobre o poder de cada um na transformação da realidade, mostrando como objetos que antes seriam descartados e poluiriam o meio ambiente podem ser bem reaproveitados”, afirma a coordenadora de Comunicação e Educação Fiscal da Fazenda, Aida Gama.