As empresas distribuidoras de energia elétrica da Eletrobrás, Boa Vista Energia S/A, Manaus Energia S/A, Companhia Energética de Alagoas (CEAL), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia S/A (CERON) e Companhia Energética do Piauí (CEPISA), adotaram o sistema de aquisição de medidores de energia elétrica de forma centralizada e conquistaram uma economia de 58%, equivalente ao valor de R$ 23.627.518,57, na compra de 368.877 medidores novos para o ano de 2009.

O processo licitatório centralizado foi realizado através do pregão eletrônico utilizando a sistemática de registro de preços. A licitação foi realizada pela Boa Vista Energia S/A e atendeu a demanda das seis empresas distribuidoras da Eletrobrás.  

As empresas previram a necessidade de adquirir 376.734 medidores, de forma estratificada mensalmente, fornecendo ótimo subsídio para o financeiro programar o fluxo de caixa. Se esta aquisição fosse descentralizada, o valor da compra seria estimado em R$ 41 milhões, divididos em sete lotes.

Durante a realização do pregão, seis lotes foram adquiridos no valor de R$ 16 milhões. O maior impacto foi o primeiro lote, de medidores monofásicos, estimado em R$ 22 milhões e foi adquirido por R$ 7 milhões pela empresa vencedora Elo Sistemas do Rio Grande do Sul (RS). Apenas um lote, de 7.857 medidores, não foi adquirido, visto que nenhuma das empresas participantes possui a portaria de aprovação do Inmetro publicada.

As Empresas de Distribuição da Eletrobrás compraram medidores monofásicos de uso urbano em 2008 e pagaram por eles R$ 5.469.058,20. Considerando a mesma quantidade, se fossem aplicados aos valores unitários desta licitação centralizada, o valor pago seria R$ 3.648.243,12, ou seja, teríamos uma economia de R$ 1.820.815,08, sem incluir os avanços tecnológicos desta nova licitação.

A mudança busca elevar o nível de eficiência das empresas distribuidoras da Eletrobrás, que tiveram suas gestões unificadas e centralizadas para aperfeiçoar os processos administrativos e financeiros em busca da eficácia operacional e da competitividade comercial. Com a unificação ficou comprovado que a realização deste modelo centralizado propiciou a melhoria nos procedimentos técnicos e administrativos, além de reduzir o número de processos licitatórios e custos operacionais.

A análise do histórico de licitações também verificou que a centralização leva à reformulação e unificação das especificações técnicas, contribuindo para aquisição de produtos que contemplem as novas tecnologias. Esta união beneficia a integração entre as empresas, a padronização dos procedimentos, o aumento do poder de compra, o intercâmbio de produtos, a redução de estoques e a troca de experiências entre as distribuidoras.