A Secretaria Municipal de Direitos Humanos Segurança Comunitária e Cidadania (Semdisc) realiza, no próximo sábado (5), às 19 horas, na quadra da Escola Estadual Josefa Conceição da Costa, mais uma consulta pública preparatória ao Plano Integrado de Promoção ao Direito Humanos à Segurança (Maceió Mais Segura), especialmente dirigida aos moradores dos bairros do Canaã e Santo Amaro.

Na terça-feira, a Semdisc contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que deu a sua contribuição à elaboração do plano, com a articulação de diretores e professores das 128 escolas municipais, priorizando o debate sobre a violência nas escolas.

Também participaram da consulta representantes da Polícia Militar, da Guarda Municipal, do Conselho Municipal de Entorpecentes, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal) e do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci).

Após a escuta e sistematização de todos os relatos de problemas relacionados à violência nas escolas e no entorno das mesmas, o secretário municipal de Educação, Thomaz Beltrão, informou que, desde a última terça-feira, os técnicos da Semed trabalham para colocar funcionários nas portarias das escolas e para ter à disposição guardas civis à noite, nos finais de semana e feriados.

Segundo Beltrão, a Semed também buscou a mediação do Ministério Público, com o objetivo de que ocorra um entendimento entre o Batalhão Escolar e o Comando da PM, para garantia das rondas nos bairros com maior número de escolas e distribuição do número dos celulares do comando aos diretores.

O secretário de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania, Pedro Montenegro, reconheceu a necessidade da aplicação de medidas administrativas com a participação das comunidades afetadas.

“Também é igualmente importante uma aproximação da Guarda Municipal e do Batalhão Escolar, para que possamos, juntos, agir, preventivamente, no combate à violência nas escolas”, ressaltou Montenegro.

Em seu pronunciamento, a comandante do Batalhão Escolar, major PM Fátima Escalianto, lembrou que existem três pontos principais que precisam ser trabalhados nas escolas: a repressão legitima, as ações sociais e a educação.

Fátima enfatizou que a questão da segurança começa no projeto de engenharia, desde a altura do muro, o tipo de portão, a iluminação até o ato de capinar um terreno adjacente. “Tudo isso deve ocorrer aliado a orientações básicas de segurança como prática diária”, ressaltou.

O articulador do Pronasci em Alagoas, advogado Narciso Fernandes, revelou uma experiência bem sucedida no combate à violência. A comunidade escolhida foi a do Selma Bandeira, no Complexo Benedito Bentes.

Segundo ele, desde a chegada da Polícia Comunitária, o número de homicídios e assaltos caiu a limites toleráveis. O método adotado é a presença diária, mas qualificada da PM no dia a dia da comunidade.