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A Conferência Estadual de Cultura em Alagoas, encerrada nesta terça-feira (1º), no Centro de Convenções, foi marcada pela participação democrática. Com o envolvimento de artistas, agentes culturais e gestores, o Estado emplacou 12 delegados e 20 estratégias de políticas culturais para o encontro nacional, que acontece em março do ano que vem em Brasília.

A abertura do evento aconteceu na segunda-feira (30), também no auditório do Centro de Convenções. Na ocasião, o governo de Alagoas, por meio do secretário da Cultura, Osvaldo Viégas, afirmou que esta semana será encaminhado à Assembleia o projeto de Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Alagoas é o único estado da federação que ainda não possui o instrumento legal que possibilita um maior investimento no segmento cultural. Os deputados Fernando Toledo e Alberto Sextafeira, presentes à solenidade, já confirmaram o apoio ao projeto.

De acordo com o secretário Osvaldo Viégas, com a lei, o incremento de recursos para a cultura deve ser de R$ 3 milhões a R$ 5 milhões por ano em Alagoas. Mas voltemos à Conferência. Ficou decidido em plenária que cada um dos nove polos do Estado terá um representante no fórum nacional.

As cidades de Penedo, Piaçabuçu e Igreja Nova terão como representante a coordenadora da ONG Olha o Chico, Dalva de Castro. “Nós vamos defender todas as propostas elencadas na reunião de hoje. Espero que seja aprovada a legalização das instituições que trabalham com o turismo cultural, de base comunitária, bem como o incentivo à formação técnica dos agentes culturais”, explica Dalva.

Dos delegados de Maceió, Rogério Dias, do movimento Quintal Cultural, foi escolhido para ir a Brasília. O Estado tem ainda Ronaldo Freire, do grupo de teatro Macambira, como mais um representante. Ele vem do Litoral Norte.

Estratégias alagoanas — A conferência em Alagoas e a nacional têm como base cinco eixos de discussão. No primeiro, Produção Simbólica e Diversidade Cultural, ficaram definidas como estratégias: a parceira efetiva entre educação e cultura para o fomento à criação de cursos superiores em artes, bem como para reformulações curriculares e a ampliação das políticas de financiamento para a criação, estruturação e manutenção de espaços multiculturais.

O eixo Cultura, Cidade e Cidadania tem como uma das propostas a criação de lei que regulamente a aplicação mais efetiva de recursos financeiros destinados a eventos públicos para a contratação de artistas e grupos com produtos culturais locais.

Para ter mais informações sobre os demais eixos e propostas, confira o site blogs.cultura.gov.br/cnc/.