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O secretário de Defesa Civil, Paulo Rubim foi entrevistado ontem a noite do Programa Conversa de Botequim capitaneado pelo jornalista Plinio Lins e realizado no restaurante Rapa Nui. Bem à vontade Rubim falou da pressão que vem sendo vítima nos últimos meses quando coincidentemente algumas investigações começaram a progredir.

“Eu acredito que a polícia deve ser honesta,a serviço da sociedade e não de quem quer que seja, que o policial seja preparado, qualificado e que se tenham sempre uma boa investigação, um bom inquérito voltado sempre para a colheita da prova,e se a prova apontar para um deputado ou outras pessoa importante,problema dele” explicou o secretário.

Rubim defendeu o governo Téo de quem disse que nunca lhe foi pedido nada e explicou que se fosse assim não ficaria a frente da secretaria. “Tenho 30 anos de polícia e uma ficha limpíssima, e nunca fui um burocrata não, consegui minha aposentadoria e só estou aqui por que acredito neste governo e no meu trabalho” disse ele.

Apesar do discurso de apoio a Téo o secretário deixou claro que preferia que a polícia tivesse um maior efetivo. “Sei das dificuldades do Governo mas tanto a Policia Civil como a PM precisa de novos policiais, não tem um só dia que eu não peça concursos, mas sei das dificuldades do Estado” explicou.

Em relação a Policia Civil Rubim foi ainda mais específico quando disse que a estrutura da instituição foi modificada para melhor com o último concurso e que novos policiais fortaleceriam ainda mais este processo. Na platéia a reportagem do Cadaminuto detectou que nenhum delegado da velha guarda compareceu a entrevista.

Caso Fábio Acioly

Paulo Rubim falou ainda durante a entrevista da necessidade de se fazer bons inquéritos, lembrou que 600 já foram feitos desde a sua chegada e disse que o caso Fábio Acioly,lembrado pela platéia,não ficará sem solução.

“Os autores do crime já foram presos, e os delegados trabalham incansavelmente na colheita das provas para a prisão do mandante, a investigação está evoluindo bem e a sociedade tem que entender que precisamos de provas irrefutáveis para que o responsável por este crime não se livre” explicou ele

Rubim comentou e criticou com veemência a declaração do Coronel Amaral em recente entrevista no Portal Gazetaweb na qual ele repete o seu lema que bandido bom é bandido morto.

“Isto vai contra tudo que eu acredito, e eu acredito na lei, acima de tudo, pois se realmente bandido bom fosse bandido morto Alagoas era um paraíso pois estima-se que pelo menos 200 que tinham cometido algum crime morreram nos últimos anos e nem por isto tudo ficou bom” explicou ele.

Sobre a perseguição de determinados deputados ele foi claro quando disse que trabalha buscando os responsáveis pelos crimes e pouco importa para ele se são deputados ou alguém importante.

“Política não é minha praia, eu faço polícia, eu busco provas,acredito em honestidade e trabalho dentro da lei, é assim que eu sou” finalizou ele.