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“Talvez valha a pena perguntar: o que estamos deixando para sermos lembrados?”. O questionamento de Edécio Lopes (1935 – 2009), registrado no livro Entardecendo, recebe a partir de agora mais sentido.

O Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa), equipamento da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), terá o Memorial Edécio Lopes do Rádio Alagoano. Na manhã desta segunda-feira (30), a viúva do radialista, Dina Lopes, acompanhada do filho e da nora, visitou o espaço e confirmou a doação de todo o acervo deste expoente do rádio alagoano.

Ao todo serão doadas cerca de 30 mil peças. São discos de vinil, CDs, DVDs, fitas VHS e diversos equipamentos, como os antigos gravadores de rolo e até uma vitrola datada de 1919. Na quarta-feira (02) terá início todo o trabalho de catalogação do acervo.

Conhecido por sua memória brilhante, Edécio organizou todo material que usou em mais de 50 anos dedicados às atividades radiofônicas.

“Ele sabia onde estava cada disco. Só de vinil são aproximadamente 12 mil exemplares separados por gêneros musicais. Não é justo que tudo isso fique guardado em casa. Com o acervo disponibilizado no Misa, todos poderão ter acesso a esta história”, afirmou Edmilson Vasconcelos, um dos quatro filhos do radialista.

Pernambucano, Edécio Lopes trouxe para Alagoas o programa Manhãs Brasileiras, campeão de audiência nos anos 80. Por muito tempo, o povo alagoano acordou ouvindo a voz característica do radialista, em defesa dos reais valores do país.

O programa não existe mais, mas os frevos e as marchinhas de carnaval compostos por Edécio continuam na boca do povo que, até junho do próximo ano, também contará com o Memorial Edécio Lopes do Rádio Alagoano.