Nos últimos três anos, o Estado de Alagoas obteve crescimento significativo considerável no que se referente à construção civil, hotelaria e comércio. Com a chegada de novas empresas e grandes indústrias em solo alagoano, o governador Teotonio Viela tem firmado boas parcerias. Em entrevista concedida à Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), o secretário de Estado do Trabalho Emprego e Renda, Régis Cavalcante, destaca que mais de 52 mil pessoas já estão com a carteira assinada e empregadas em shopping centers, indústrias, magazines e lojas em geral.
Ao longo da entrevista, ele explica que para ser inserido no mercado de trabalho, basta preencher os critérios de escolaridade e competência, pois idade nem sempre é a principal aspecto a considerar.

Secom — Diante da chegada de novos hotéis, shopping centers e com a previsão de instalação do estaleiro, em 2010, como o senhor ver essa nova realidade do Estado?

Régis Cavalcante — Com muita perspectiva, porque Alagoas tem que sair dessa economia onde só a monocultura é que define tudo. Quando ela entra em crise, entra em crise todo o Estado, então é preciso mudar isso, reverter essa situação, e o governo de Teotonio Vilela está tomando essa iniciativa. Sair dessa zona de uma economia montada com base na cana de açúcar. Então, com todos os empreendimentos concretizados, só vejo o Estado de Alagoas avançar ainda mais.

Secom — Como está sendo a parceria entre os empresários e a Secretaria de Estado do Trabalho?

RC — Com o estaleiro, já tivemos muitas reuniões para discutir as funções e a seleção do pessoal. A perspectiva da sua instalação exige que a mão de obra seja preparada para várias funções. Nós temos vagas para mecânicos de refrigeração, serralheiro, torneiro mecânico, eletricista de manutenção, massariqueiro, riscador, entre outras, que vão trabalhar com aço, coisa nova na construção do navio aqui no Estado. Com o shopping, também tivemos diversas lojas que precisamos intermediar. A Tupan também é outra que foi inaugurada recentemente e toda a mão de obra foi da agência do trabalhador Sine. Então temos sido muito procurados e estamos firmando grandes parcerias com o setor industrial.

Secom — Há dificuldade para encontrar o perfil desejado para essas oportunidades que as grandes empresas estão querendo?

RC — Nem tanto, mas por exemplo, a função de chapeador, eu nunca havia ouvido falar, é uma função nova. Eles exigem em média 1.900 mil pessoas para essa atividade. Inicialmente temos para serralheiro, ajustador mecânico, bombeiro hidráulico e outros. Então, por meio do Planseq da Construção Civil, já empregamos 231 pessoas, mas para o estaleiro serão mais de 4.500 mil empregos ao final do terceiro ano. Com tudo isso, inserimos, de janeiro a outubro deste ano, mais de 5 mil pessoas no mercado de trabalho.

Secom — O senhor considera que Alagoas vive, agora, um novo Estado no tocante à empregabilidade?
RC — No momento, sim. Atualmente, Alagoas passa a ter um grande desenvolvimento de boas oportunidades. E o governador Teotonio Vilela Filho soube aceitar essas oportunidades com as duas mãos. Porque aqui temos um contingente enorme de pessoas, na faixa etária dos 19 aos 25 anos, com alto grau de vulnerabilidade social, que precisa de oportunidades. Essa é a forma mais concreta de se combater a violência. Para você ter uma ideia, nos últimos três anos tivemos mais de 52 mil carteiras assinadas, sendo 12 mil delas acima de 40 anos. Então, muitas vezes eles não procuram idade, mas sim competência, qualificação, experiências.

Secom — Isso significa que o Estado precisa de mais recursos para aumentar o número de escolas profissionalizantes ou investir mais no Planseq ou Projovem?

RC — Tivemos R$ 11 milhões inseridos no Programa Nacional do Projovem Trabalhador para a qualificação, isso sem falar das contrapartidas do governo. Qualificamos 5 mil alagoanos; desses, 30% já estão inseridos no mercado de trabalho. Para as próximas qualificações, assinamos recentemente a renovação com o Planseq, no valor de R$ 800 mil. Diante da atual demanda sentimos a necessidade de investir nas qualificações. Até mesmo o governador está solicitando qualificação nas áreas da construção civil, comércio e indústria. Vamos, sim, investir cada vez mais na preparação da mão de obra de pessoal.

Secom — Qual a expectativa da Secretaria para o ano de 2010?
RC — Incentivar ao máximo a questão da qualificação. Os recursos ainda são poucos, precisamos de muito mais. É preciso contratar professores, às vezes até instituições, entre outras coisas. Queremos também reforçar a economia solidária aqui no Estado. Um exemplo disso é a Pimenta da Tapera, que já existe, está consolidada, mas queremos trazer mais desses para que possa representar bem essa economia. O projeto da Pimenta da Tapera tem o apoio da Secretaria de Estado do Trabalho.

Secom — De que forma a Secretaria apoia e apoiará projetos solidários?
RC — No caso da Pimenta da Tapera, precisamos chegar perto da realidade e estamos apoiando. Levamos o produto para a associação dos supermercados e estamos linkados com essa ação por meio da nossa Diretoria de Geração de Renda. Estamos também acompanhando o projeto das marisqueiras do Pilar, idealizado pela mesma ONG. Contudo, em 2010, queremos desenvolver e fortalecer a cultura da economia solidária no nosso Estado.