“O sonho é próprio de todos nós. Não há nenhuma realidade sem que antes se tenha sonhado com ela”. As palavras pertencem ao senador alagoano Teotônio Brandão Vilela (1917-1983). A partir desta sexta-feira (27), as ideias e os sonhos do menestrel das Alagoas passam a compor o mais democrático dos acervos, a internet.

Na abertura da 26ª edição da Semana Teotônio Vilela, na sede da Fundação Teotônio Vilela, em Jaraguá, foi lançado o site com a trajetória e as principais obras do político, um dos protagonistas da campanha Diretas Já. Com o portal (fundacaoteotoniovilela.com) será possível baixar gratuitamente livros e o filme O Evangelho Segundo Teotônio, de Vladimir Carvalho.

Para Janice Vilela, filha de Teotônio e diretora superintendente da Fundação, esse é um momento especial. “É um sonho que se realiza. Poderemos disponibilizar para todos os ideais desse alagoano tão importante para o país. O espaço, feito a democracia, vai ser construído todos os dias”, afirmou.

A Fundação Teotônio Vilela, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), promove a Semana Teotônio Vilela. São 26 anos de saudade. O guerreiro da paz, como também era definido, faleceu em 27 de novembro de 1983. A data foi marcada pelo dinamismo, característica própria do senador.

Na Fundação, foram apresentados o longa de Vladimir Carvalho bem como a peça Teotônio: o Fazedor de Histórias, que tem o roteiro de Beatriz Brandão e a direção de Glauber Teixeira.

Durante todo o mês de dezembro, as atividades terão continuidade com a Caravana Menestrel das Alagoas. O filme, o espetáculo teatral e os números musicais serão levados a um público diversificado. As apresentações acontecerão em abrigos de idosos, instituições para jovens em situação de risco e escolas da rede pública estadual.

Os alagoanos contam também com o Memorial Teotônio Vilela, um equipamento da Secult, que funciona na praia de Pajuçara. “A parceria com a fundação vem de muito tempo. Trabalhamos conjuntamente para mantermos viva a luta desse homem, um guerreiro pela democracia”, contou o secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas.