Teixeira diz ter sido vítima no Pacaembu e descarta revanche

  • 24/03/2009 07:01
  • Esporte
 O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, afirma ter havido distorções por parte da imprensa na confusão entre a diretoria santista e torcida do Corinthians no Pacaembu, e se considerou vítima de parte dos atritos ocasionados após o clássico vencido pelo time de Parque São Jorge, 1 a 0, domingo.

Segundo o mandatário do Santos, foram filmadas apenas as reações dele e de dirigentes santistas em meio a ataques de cusparadas e chutes desferidos por torcedores corintianos. Quem iniciou o atrito no setor VIP foram os torcedores do Corinthians, alega Teixeira.

No entanto, as cenas de agressões contra a diretoria não foram retratadas, reclamou Teixeira, que conta ter apenas reagido como qualquer ser humano diante de uma série de provocações.

Teixeira admitiu ter se descontrolado em certo momento, provocando os corintianos ao citar a queda do Corinthians à 2ª divisão nacional.

"As imagens apresentadas da diretoria foram feitas posteriormente de tudo aquilo que ocorreu [no camarote]. A maneira como entramos e saímos do reservado não foram feitas. Incrível que ainda nós somos considerados os responsáveis. Coisas que realmente ninguém pôde filmar ocorreram. Fomos cuspidos, chutados", declarou Teixeira, que reuniu a imprensa nesta segunda para explicar o caso.

Foram destinados 6% dos ingressos para a torcida santista, fato que revoltou a diretoria do time da Baixada. O Santos combinou encontro, ainda sem data estabelecida, com a promotoria e Polícia Militar para discutir os incidentes ocorridos no Pacaembu.

"Às vezes, prefiro tomar soco na cara e chutes por trás do que cusparadas. Agora não dá para ficar passivo diante de fatos que, infelizmente, as cenas não mostram", acrescentou.

Apesar de considerar o Santos e sua torcida humilhados no Pacaembu, Marcelo Teixeira assegura que não haverá retaliações nos próximos clássicos a serem realizados na Vila Belmiro. Na avaliação do dirigente, o Santos tem primado pela organização em grandes duelos na Vila.

"Continuaremos a dar exemplo de organização. Sem nenhum tipo de revanchismo, de provocação ou com medidas de prejudicar o rival. Se São Paulo e Corinthians erraram na distribuição de ingressos, nós não continuaremos dessa maneira. Daremos uma lição de vida de como é uma organização de um jogo. Adotaremos todas as medidas preventivas para coibir a violência, seja para públicos de 5 mil, 10 mil ou 20 mil torcedores", disse.